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Colômbia registrou 39 mil sequestros em 40 anos

Pesquisa mostra que 80% das vítimas são homens com idades variando entre 18 e 65 anos

Internacional|Do R7

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As Farc, atualmente em negociação com o governo, é responsável por 37% dos casos. Acima, dois dos negociadores em Havana
As Farc, atualmente em negociação com o governo, é responsável por 37% dos casos. Acima, dois dos negociadores em Havana

Cerca de 40 mil pessoas foram sequestradas na Colômbia durante os últimos 40 anos, um drama que persiste neste país desde os anos 1960 em função de um conflito armado interno, segundo um estudo publicado pelo Centro de Memória Histórica, de Bogotá.

O relatório foi elaborado com informações fornecidas pela polícia e a procuradoria, e com testemunhos de organizações não-governamentais.


Foram sequestradas 39.058 pessoas nesse período, em um país com 47 milhões de habitantes, segundo estudo realizado pelo Instituto Cifras e Conceitos e financiado pela União Europeia.

A pesquisa mostra que 80% das vítimas são homens com idades variando entre 18 e 65 anos, das zonas rurais e cuja captura teve uma motivação econômica.


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Os casos de estrangeiros, apesar da atenção dada pela mídia, são minoritários, representando 3%.


O pagamento de resgate é o principal motivo dos sequestros (84%), que, em média, dura entre um dia e um mês.

A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que em 2012 renunciou formalmente ao sequestro por extorsão econômica para iniciar um processo de paz com o governo, é responsável por 37% dos casos nos últimos 40 anos.


Do total de sequestros, 20% das vítimas foram resgatadas pelas autoridades, 67% libertadas em troca do resgate, 5% conseguiram escapar, e 8% terminaram assassinadas.

Frequente motivo de indignação para os colombianos, apenas em 8% dos casos os autores de sequestros foram condenados.

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