Começa cerimônia religiosa de adeus a Nelson Mandela
Homenagem ao ex-presidente sul-africano reúne o maior número de chefes de Estado da história
Internacional|, com EFE

A cerimônia religiosa oficial em memória de Nelson Mandela começou nesta terça-feira (10) às 11h58 locais (7h58 de Brasília) no estádio FNB, no bairro de Soweto (Johanesburgo), onde milhares de pessoas cantam e dançam em honra ao ex-presidente sul-africano.
A cerimônia, que está sendo acompanhado por uma centena de chefes de Estado e de Governo, começou com a execução do hino nacional da África do Sul cantado pelo gigantesco coro popular das arquibancadas, que não ficaram lotadas devido à intensa chuva que cai na cidade desde ontem à noite, além da falta de transporte público e da distância do estádio.
O ato começou com uma hora de atraso pela lenta chegada dos líderes, alguns dos quais receberam uma grande vaia, como o próprio presidente da África do Sul, Jacob Zuma, hostilizado em todos os momentos em que aparecia nos telões do estádio.
O público resistiu ao aguaceiro na zona coberta da arquibanca cantando incessantemente em homenagem a Mandela mas também arriscou passos de danças na parte descoberta do estádio.
A introdução do ato foi feita por Cyril Ramaphosa, destacado membro do CNA (Congresso Nacional Africano) e ex-companheiro de luta de Mandela, a quem lembrou como seu "mentor e mestre".
Após uma oração ecumênica, começaram os tributos iniciais, realizados por amigos próximos do ex-presidente. Em seguida, seus netos farão discursos em homenagem a Madiba (nome pelo qual Mandela é popularmente conhecido na África do Sul).
Líderes mundiais
Os sul-africanos passaram seis meses chorando pela doença de Nelson Mandela e, nesta terça-feira (10), iniciam a despedida real em um estádio de Johannesburgo, cinco dias antes do enterro.
Dezenas de milhares de pessoas caminharam durante a madrugada para o estádio Soccer City, no qual Mandela fez a última grande aparição pública em 11 de julho de 2010, na final da Copa do Mundo.
Mais de 90 líderes mundiais acompanham a cerimônia em homenagem a Madiba, apelido carinhoso de Mandela.
A presidente brasileira, Dilma Rousseff, está entre as autoridades estrangeiras que discursarão na cerimônia, assim como o presidente americano, Barack Obama, e o cubano, Raúl Castro.
Os outros oradores estrangeiros serão o vice-presidente chinês Li Yuanchao, o presidente indiano, Pranab Mukherjee, e Hifikpunye Pohamba, da Namíbia.
Obama, ao lado da mulher, Michelle, foi um dos primeiros a desembarcar na África do Sul, às 7h (3h de Brasília).
Quatro netos de Mandela — Mbuso, Andile, Zozuko Dlamini e Phumla — também devem discursar na cerimônia.
"O mundo está literalmente vindo para a África do Sul", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Clayson Monyela.
— Noventa e um chefes de Estado e de governo em exercício, 10 ex-dirigentes, 86 dirigentes de delegação e 75 personalidades ilustres confirmaram presença.
A cerimônia está sendo transmitida para boa parte do planeta e 1.500 jornalistas foram credenciados.
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