Humanos pré-históricos já trocavam ‘roupas de cama’ há 200 mil anos, segundo estudo
Análises apontam que leitos eram feitos principalmente com gramíneas
Internacional|Do R7
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Trocar a roupa de cama regularmente pode parecer um hábito moderno, mas evidências arqueológicas indicam que humanos pré-históricos já se preocupavam com limpeza e manutenção dos espaços de descanso há milhares de anos.
Evidências encontradas na Border Cave, caverna localizada entre a África do Sul e Essuatíni e que foi ocupada há cerca de 220 mil e 43 mil anos, revelam que antigos grupos humanos costumavam destruir camas antigas com fogo e construir novos espaços de descanso sobre as estruturas anteriores.
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O estudo foi divulgado na terça-feira (26) pela revista científica Journal of Archaeological Science. Na pesquisa, arqueólogos examinaram seis estruturas de descanso preservadas na caverna, datadas entre 161 mil e 43 mil anos atrás. Há ainda indícios de que alguns vestígios de camas encontrados no local possam ter cerca de 200 mil anos.
As análises também apontam que os leitos eram produzidos principalmente com gramíneas da subfamília Panicoideae, mesma família de plantas como milho, painço e cana-de-açúcar. Em determinadas estruturas, os pesquisadores ainda encontraram restos de juncos utilizados na composição das camas. Fragmentos de argila foram identificados nas superfícies analisadas, embora os cientistas ainda não saibam se o material fazia parte da montagem original ou se surgiu posteriormente por processos naturais.

O detalhe que mais chamou atenção dos pesquisadores, no entanto, foi a presença de camadas de cinzas sob as camas. As análises mostram que os moradores da caverna queimavam antigos materiais usados nas camas antes de montar novas sobre as cinzas e restos carbonizados.
Essa prática se repetiu ao longo do período de ocupação do local. Uma das hipóteses levantadas é de que as cinzas poderiam ter sido usadas como forma de reduzir a presença de insetos e contribuir para a manutenção de um ambiente mais higiênico para o sono, reforçando a ideia de que havia uma preocupação constante com o bem-estar nesses ambientes.
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