Como o Exército dos EUA se prepara para ataque de inteligência artificial de inimigos
Simulação incluiu ataque ao sistema americano por uma IA inimiga, que aprendia cada vez mais com cada resposta dos militares
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Exército dos Estados Unidos realizou um exercício com inteligência artificial (IA) como uma preparação para uma nova era de conflitos travados em ambiente cibernético. Na simulação, as redes de comunicação e de dados essenciais das Forças Armadas americanas na região da Ásia-Pacífico foram atacadas por uma IA inimiga, que aprendia cada vez mais com as respostas defensivas dos militares.
O exercício, que aconteceu no final de abril, focou “na premissa de que um adversário estava usando IA não apenas para lançar um único golpe cibernético decisivo, mas para lançar ataques em sequência que se adaptavam continuamente à postura defensiva do Exército e o faziam possivelmente mais rápido do que um defensor humano conseguiria acompanhar”, disse Brandon Pugh, o principal conselheiro cibernético do Exército, em entrevista à imprensa americana.
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Segundo a Business Insider, o sistema de IA do inimigo simulado analisava as defesas do Exército em tempo real, observando o que desencadeava a intervenção humana e retardava as respostas, aprendendo com cada ação. Isso mostrou que, em um potencial conflito, um inimigo poderia usar inteligência artificial para atacar a segurança cibernética em ondas de ataques, adaptando-se continuamente às defesas dos EUA.
A simulação, que também foi acompanhada por 14 empresas de tecnologia, como Google, OpenIA, Microsoft e Amazon Web Services, provocou uma série de questões no círculo militar:
- Em que estágio as máquinas, os agentes de IA, podem aceitar riscos em comparação com um humano?
- Para que a IA seria melhor utilizada na área de segurança cibernética?
- Existe a possibilidade de que agentes de IA possam executar certas funções por conta própria?
“Se acreditarmos que o objetivo final é usar a IA para aumentar as capacidades humanas, estaremos muito atrasados. Precisamos chegar a um ponto em que não estejamos apenas aumentando as capacidades humanas”, afirmou o general Chris Eubank, chefe do Comando Cibernético do Exército.
Além das questões, o exercícito também ajudou o Exército a identificar vulnerabilidades desconhecidas em seu sistema. Além disso, novas soluções vieram à tona. Uma delas propõe usar a IA para detectar o inimigo dentro dos sistemas americanos, aprender com seu comportamento e fazê-lo gastar tempo e recursos em obstáculos.
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