Confrontos armados deixam mortos no norte da Nigéria
Combates aconteceram entre colaboradores do Exército e membros de grupo radical islâmico
Internacional|Do R7
Pelo menos 18 pessoas morreram em confrontos armados entre colaboradores do Exército da Nigéria e membros do grupo radical islâmico Boko Haram no norte do país.
O jornal local Thisday informou nesta segunda-feira (9) que 13 civis de um grupo de apoio aos militares — os chamados "grupos de vigilância" — foram vítimas de um ataque no domingo (8), uma ação na qual os fundamentalistas registraram cinco baixas na cidade de Beneisheik, no estado setentrional de Borno.
"Recebemos a informação de que o Boko Haram atacaria Beneisheik no sábado", indicou ao jornal local Modu Abuwar, sobrevivente do ataque e colaborador do Exército nigeriano.
— Estávamos preparados, mas nos despistaram e se esconderam (durante a noite do sábado para o domingo) nas árvores, de onde começaram a disparar. Esta ação causou 12 mortes e deixou outros 18 feridos. Ele nos superavam em número, mas conseguimos matar cinco membros (do Boko Haram).
O sobrevivente também detalhou que um civil morreu após ser hospitalizado.
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Nas últimas semanas, os fundamentalistas passaram a realizar diversos ataques contra estes grupos de vigilância, justamente por causa do trabalho de assistência ao Exército, que realiza uma operação em massa no norte do país para acabar com a ameaça terrorista.
Desde o último dia 16 de maio, o Exército da Nigéria realiza uma ofensiva antiterrorista nos estados de Yobe, Borno e Adamawa, no nordeste do país (todos eles sob estado de emergência), após um aumento da atividade criminosa nessas regiões. No entanto, essa ação não pôs fim às atividades do Boko Haram.
Com 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, socioeconômicas, religiosas e territoriais.
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