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Confrontos no aniversário da revolução egípcia já registram 7 mortes

Enfrentamentos marcam a revolução de 25 de janeiro, que derrubou Mubarak em 2011

Internacional|Do R7

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Manifestantes islamitas simpatizantes da Irmandade Muçulmana (ao fundo) enfrentam no Cairo apoiadores do governo interino
Manifestantes islamitas simpatizantes da Irmandade Muçulmana (ao fundo) enfrentam no Cairo apoiadores do governo interino
Apoiadores do regime militar instalado no Egito seguram cartaz com imagem do general Abdel Fattah al Sisi, ministro da Defesa e mentor do golpe militar em julho passado
Apoiadores do regime militar instalado no Egito seguram cartaz com imagem do general Abdel Fattah al Sisi, ministro da Defesa e mentor do golpe militar em julho passado

Pelo menos sete pessoas morreram e 47 ficaram feridas neste sábado (25), no Egito, em confrontos durante o terceiro aniversário da revolução de 25 de janeiro, que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 2011.

Segundo comunicado do Ministério de Saúde egípcio, três pessoas morreram no Cairo, duas na Província vizinha de Guiza e duas na de Minia, no sul do país.


As mortes ocorreram em razão de enfrentamentos entre apoiadores do governo interino e manifestantes islamistas simpatizantes à Irmandade Muçulmana.

O atual governo foi instalado após um golpe militar em julho passado, quando foi preso o presidente eleito Mohammed Mursi, membro da Irmandade Muçulmana. Desde então, o governo interino passou a perseguir os membros desse grupo político-religioso.


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Também houve enfrentamentos entre polícia e manifestantes, que deixaram feridos em outras partes do Egito.

A televisão estatal declarou que 139 pessoas foram detidas depois que as forças de segurança enfrentaram islamitas que se manifestavam no Cairo.


Já na cidade mediterrânea de Alexandria, a polícia deteve 35 pessoas, enquanto quatro pessoas ficaram feridas nos choques.

Além disso, oito membros da Irmandade Muçulmana e do movimento juvenil 6 de Abril foram detidos na cidade de Mansura, no delta do rio Nilo, acrescentou a televisão.

Agentes antidistúrbios da polícia egípcia dispersaram hoje com violência vários protestos da confraria e seus aliados islamitas em diferentes pontos do Cairo, disseram fontes de segurança.

A polícia utilizou gás lacrimogêneo contra os manifestantes que tinham partido da mesquita Al Salam, no distrito cairota de Cidade Nasser, depois que estes interromperam o tráfego.

Também foram usadas bombas de gás e balas de borracha no bairro de Mohandisin (oeste do Cairo), perto da mesquita de Mustafa Mahmoud, um dos principais locais de concentração dos seguidores do presidente deposto Mohammed Mursi.

Já em Zaytun, no leste da capital, moradores da região enfrentaram manifestantes islamitas, acrescentou a fonte.

As fontes acrescentaram que a polícia dispersou pela força os manifestantes do 6 de Abril que tentavam dirigir-se à Praça Tahrir.

Frente aos protestos dos islamitas, que estão sendo reprimidos pela polícia, milhares de manifestantes já estão reunidos na Praça Tahrir entre fortes medidas de segurança em resposta à chamada das autoridades para celebrar o terceiro aniversário da revolução.

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