Confrontos no norte do Líbano continuam e número de mortos chega a 8
Internacional|Do R7
(Atualiza número de vítimas e enfrentamentos). Beirute, 1 dez (EFE).- Os enfrentamentos entre partidários e oposicionistas do regime sírio continuaram neste domingo na cidade de Trípoli, no norte do Líbano, onde o novo surto de violência causou a morte, até agora, de pelo menos oito pessoas e deixou 50 feridos, informou a "Agência Nacional de Notícias" (ANN). Depois de uma manhã de relativa calma, choques ocorreram entre moradores dos bairros rivais de Bab el Tebaneh, de maioria sunita, e Yabal Mohsen, de predomínio alauita, seita a qual pertence o presidente sírio, Bashal al Assad. A violência se disseminou depois para outras áreas da segunda maior cidade do Líbano, cenário frequente de combates desde o início do conflito na Síria, em março de 2011. Os combatentes utilizaram metralhadoras e dispararam projéteis nos bairros em conflito de Ghoraba, Zahriyeh, Souk el Qameh, Rifa e Manjubin. O exército não conseguiu pôr fim à atividade dos franco-atiradores, que continuam paralisando a rodovia que une Trípoli com a região de Akkar, que faz limite com a Síria. Grupos de jovens também bloquearam a rua Bab al-Hadid, após a detenção de vários dos seus simpatizantes. Um panfleto, assinado pelo grupo Awlia el Dam, diz que os combates terminarão até a detenção do chefe do Partido Democrático (alauita) Rifaat Eid e seu pai, supostamente envolvidos no duplo atentado contra mesquitas de agosto e que causou 47 mortos e 900 feridos. O ministro do Interior, Marwan Charbel, disse hoje que as forças de segurança responderão com "mão de ferro" aos que perturbam a calma em Trípoli e até "instaurar a segurança". Em entrevista ao jornal "Al Mustaqbal", o ministro lamentou que a deterioração da situação na cidade se deva ao conflito sírio. A tensão se agravou em Trípoli na quinta-feira depois que moradores de Yabal Mohsen hastearam bandeiras sírias e fotos de Assad, o que foi considerado uma provocação por seus rivais de Bab el Tebaneh, que ergueram o estandarte da rebelião. Desde o início dos confrontos na Síria, em março de 2011, o Líbano vem sendo cenário de enfrentamentos entre partidários e opositores do regime sírio, assassinatos, ataques na fronteira, atentados terroristas e sequestros. EFE ks-ir/cdr












