‘A Europa não tem como ajudar a Ucrânia nesse momento’, diz professor
Única alternativa a Zelensky, aponta especialista, seria aceitar cessão de territórios, mas ele perderia poder
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A semana começou com reuniões para discutir os próximos passos da guerra na Ucrânia. No domingo (7), uma reunião da aliança informal E3, composta por França, Alemanha e Reino Unido, contou com a presença de Volodymyr Zelensky. Os líderes dos países demonstraram apoio ao apelo do presidente por um cessar-fogo, o que motivou uma resposta da Rússia nesta quinta-feira (11).
Mikhail Galuzin, vice-ministro das Relações Exteriores russo, reuniu-se com os mesmos integrantes do grupo e declarou que a política adotada por eles em torno do conflito é destrutiva. O ministro do departamento, Sergei Lavrov, afirmou que os países têm o objetivo de encorajar ao máximo o regime de Kiev a continuar a guerra contra a Rússia.

O professor de relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan, entretanto, enxerga uma falta de apoio por parte dos aliados europeus: “A imagem mostra exatamente a dificuldade. Eles podem dar-se muitas mãos, mas depois cada um deles sai de perto do Zelensky. A Europa não tem como ajudar a Ucrânia nesse momento. [...] Eles sabem perfeitamente que vai ser muito difícil impedir a conquista dos territórios que a Rússia já tomou”.
No Conexão Record News, ele lembra que a Europa forneceu auxílio financeiro ao longo do conflito, mas ainda assim argumenta: “Isso é pouco. [...] O Starmer, o Macron e o Merz sabem disso”. Trevisan entende que a alternativa que resta para o presidente ucraniano seria ceder os territórios para Vladimir Putin. “A questão central é que, se o Zelensky ceder o território, ele também perde o poder”, conclui.
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