Congresso do Peru aprova início de processo de impeachment de Pedro Castillo
Presidente peruano passará pela segunda moção de destituição em menos de um ano de mandato
Internacional|Do R7, com informações da EFE e da Reuters

O Congresso do Peru aprovou nesta segunda-feira (14) o início do processo de impeachment do presidente Pedro Castillo, em meio à baixa popularidade e alegações de corrupção. O Congresso, liderado pela oposição, aprovou por 76 votos a 41 o início do julgamento político.
O Congresso peruano intimou Castillo a apresentar sua defesa sobre o processo em 28 de março. Para cassar Castillo, serão necessários 87 votos a favor do impeachment.
No entanto, o legislador Jorge Montoya, do partido de extrema direita Renovação Popular, propôs que o debate fosse antecipado para 18 de março, o que gerou a rejeição do partido governista Peru Livre e a suspensão da sessão plenária para tomar uma decisão final sobre a data no Conselho de Porta-Vozes.
Montoya é um dos promotores do movimento de destituição junto com parlamentares do partido fujimorista Força Popular e dos conservadores Avança País, Somos Peru, Podemos Peru e Aliança para o Progresso.
Esta é a segunda moção de destituição apresentada contra o esquerdista Castillo, depois que a primeira não alcançou os votos necessários para seu debate, no fim do ano passado.
Uma eventual destituição de Castillo, no poder desde 28 de julho, exigirá o voto favorável de 87 dos membros do Legislativo, circunstância que já ocorreu em 2020 com o então presidente, Martín Vizcarra (2018-2020).
A petição atual inclui 20 pontos, que vão desde as nomeações "questionáveis" de pelo menos dez ministros de Estado até a suposta existência de um "gabinete nas sombras", além das declarações do presidente em entrevista à emissora CNN sobre sua intenção de convocar um referendo para conceder à Bolívia uma saída para o mar.
A moção também menciona o suposto crime de tráfico de influência em licitações e promoções de policiais e militares, além de denúncias de uma empresária que vinculou Castillo a uma suposta rede de corrupção.
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Minutos antes da admissão da moção para debate, o Conselho de Porta-Vozes do Congresso havia aprovado o comparecimento do chefe de Estado nesta terça-feira (15) para oferecer uma mensagem aos parlamentares, conforme solicitado em seu nome pelo presidente do Conselho de Ministros, Aníbal Torres.
O chefe do gabinete havia antecipado que Castillo queria anunciar novas medidas estatais, incluindo "uma surpresa", em razão da "insegurança política" que "está causando muitos danos".













