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EUA atacam o Irã pela 10ª noite seguida, e Teerã diz ter atingido hangar de drones no Kuwait

Segundo o exército americano, forças permanecem preparadas para responsabilizar o Irã por ‘agressões injustificadas’

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA realizaram ataques contra o Irã por dez noites consecutivas, visando reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais no estreito de Ormuz.
  • O Comando Central dos EUA afirmou que as forças americanas estão preparadas para responsabilizar o Irã por agressões injustificadas contra navios civis.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter atacado um hangar de drones americanos no Kuwait.
  • O Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta global para cidadãos americanos no Oriente Médio devido ao aumento das tensões e possíveis interrupções de viagens.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma explosão em local desconhecido, durante o que o Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirma serem ataques ao Irã, nesta captura de tela de um vídeo divulgado em 20 de julho de 2026Nenhuma versão anterior do vídeo foi encontrada online antes de 20 de julho. IMAGENS DO DIA TPX
EUA afirmam que o objetivo dos ataques é a redução da capacidade do Irã de atacar embarcações Comando Central dos EUA/Divulgação/Reuters - 20.07.2026

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou ter concluído a décima noite consecutiva de ataques contra o Irã nesta segunda-feira (20).

A ofensiva teve como alvos centros de comando militar, unidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea.


Assim como nas últimas ofensivas, o objetivo é a redução da capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais que navegam pelo estreito de Ormuz.

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Explosões foram ouvidas nos arredores da cidade de Shiraz, no sul do Irã, enquanto Konarak e Chabahar, na costa sul, também foram alvo de ataques, segundo a mídia estatal iraniana.


Segundo o Centcom, as forças americanas permanecem posicionadas e preparadas para responsabilizar o Irã por “agressões injustificadas” contra navios civis.

“O trânsito de embarcações comerciais pelo vital corredor marítimo internacional continua. Desde o início de maio, as forças do Centcom auxiliaram na passagem de aproximadamente 900 embarcações comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto”, informou o Centcom.


Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, em mensagem via Telegram, que ataques com mísseis e drones lançados nas primeiras horas desta terça-feira (21) atingiram instalações americanas no Kuwait. O alvo da ofensiva foi um hangar de drones MQ-9 na base aérea de Ali Al Salem.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou também ter atacado infraestruturas no Bahrein pertencentes à empresa de tecnologia norte-americana Amazon, em retaliação ao que descreveu como um ataque dos EUA ao canteiro de obras da usina nuclear de Darkhovin, planejada pelo Irã.


A mídia estatal iraniana informou que as forças iranianas também atacaram instalações de alojamento utilizadas por militares norte-americanos na Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein.

Não houve comentários imediatos por parte das Forças Armadas dos EUA, do Bahrein ou da Amazon sobre os incidentes relatados, que a Reuters não conseguiu verificar.

O Irã declarou ainda ter atacado uma instalação militar norte-americana na Jordânia, e a Jordânia informou que suas forças interceptaram e destruíram cinco drones iranianos.

Essas trocas de ataques ocorreram um dia depois que os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram que imporiam um bloqueio naval à Arábia Saudita, abrindo uma nova frente potencial na guerra e aumentando a ameaça ao abastecimento energético global e ao comércio além do Golfo Pérsico.

Alerta global

Devido às tensões elevadas no Oriente Médio e em meio a um ambiente de segurança “complexo”, com “potencial para escaladas imprevistas”, o Departamento de Estado americano emitiu um alerta global para cidadãos do país.

“Americanos atualmente no Oriente Médio devem exercer cautela e vigilância elevada e devem estar preparados para possíveis cancelamentos de voos, fechamentos periódicos de espaço aéreo e possíveis interrupções de viagens”, disse o órgão, em comunicado.

“Monitore os alertas de segurança da embaixada e consulado, autoridades locais e notícias para desenvolvimentos de última hora. Americanos fora do Oriente Médio devem reconsiderar viagens para e através da região.”

Esforço diplomático

Uma alta autoridade iraniana disse à Reuters na segunda-feira que Teerã havia recebido uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de 10 dias, em um esforço para salvar o acordo provisório, destinado a abrir caminho para um acordo duradouro que ponha fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, havia solicitado ao Paquistão que retomasse seu papel de mediador no conflito. Posteriormente, ele chegou a Islamabad para novas negociações.

A última fase dos combates revelou-se uma das mais mortíferas do conflito para as forças norte-americanas. O número de mortos entre as tropas dos EUA subiu para 17 no fim de semana.

Trump, sob crescente pressão interna devido ao aumento dos preços da gasolina desde o início da guerra, afirmou que os últimos ataques dos EUA ao Irã foram uma homenagem aos militares norte-americanos mortos.

“Sempre que o Irã matar um soldado norte-americano, pagará por esse assassinato muitas vezes mais! Essa diretriz foi transmitida ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e a todos os líderes das Forças Armadas”, escreveu Trump no Truth Social na segunda-feira.

A guerra já matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano. Partes do Líbano permanecem sob ocupação israelense após ataques a Israel por combatentes do Hezbollah, que afirmaram estar agindo em solidariedade a Teerã.

O presidente libanês, Joseph Aoun, deve se reunir com Trump na Casa Branca nesta terça-feira para apresentar um plano sobre como desarmar o Hezbollah, aliado do Irã, e garantir a retirada israelense.

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