Logo R7.com
RecordPlus

Conselho da ONU se reúne para discutir novo míssil norte-coreano

Internacional|Do R7

  • Google News

Por Louis Charbonneau

NAÇÕES UNIDAS, 27 Mar (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza na quinta-feira uma sessão a portas fechadas para discutir uma possível repreensão à Coreia do Norte pelo novo disparo de mísseis balísticos, segundo diplomatas.


A sessão especial foi solicitada pelos Estados Unidos, disseram diplomatas do Conselho à Reuters sob anonimato.

A missão de Luxemburgo na ONU, que preside o Conselho neste mês, anunciou pelo Twitter que o diretor de assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman, fará um relato aos 15 países do Conselho a respeito dos fatos recentes na península da Coreia. A reunião começa às 17h30 (hora de Brasília).


Numa aparente demonstração de desafio, a Coreia do Norte disparou na madrugada de quarta-feira (tarde de terça no Brasil) dois mísseis Rodong, de médio alcance, com direção ao mar, segundo os governos do Japão e da Coreia do Sul.

É a primeira vez em quatro anos que a Coreia do Norte testa mísseis Rodong, capazes de atingir o Japão. Nos últimos dois meses, o regime comunista disparou vários foguetes de curto alcance.


O Ministério da Defesa da Coreia do Sul, país que atualmente participa do Conselho de Segurança, disse em nota que o lançamento dos foguetes representa "uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e uma grave provocação contra a Coreia do Sul e a comunidade internacional".

Já a China, principal aliada de Pyongyang no mundo, respondeu em termos mais comedidos, dizendo que "na atual situação, todas as partes devem se dedicar a manter a paz e a estabilidade na península da Coreia", segundo Hong Lei, porta-voz da chancelaria.


A Coreia do Norte está há anos sob sanções da ONU e de governos nacionais por causa da sua recusa em abrir mão dos seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos.

Diplomatas do Conselho disseram que os EUA deverão propor uma declaração do Conselho condenando os novos testes com mísseis, mas que não está claro se a China - que tem poder de veto - aceitará.

(Reportagem adicional de Ben Blanchard em Pequim)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.