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Conselho de Segurança exige liberação de acesso de ajuda humanitária na Síria

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 2 out (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta quarta-feira a liberação do acesso de ajuda humanitária na Síria, pediu que o regime elimine os entraves burocráticos e convocou todas as partes envolvidas no conflito a desmilitarizar centros médicos e escolas. "Pedimos às autoridades sírias que adotem medidas imediatas para facilitar a expansão das operações de socorro humanitário e eliminem os impedimentos burocráticos e outros obstáculos", disse o Conselho em uma declaração presidencial. Além disso, convocou todas as partes a garantir a segurança das equipes que participam de atividades de socorro e estabelecer rotas para possibilitar a passagem "segura e sem impedimentos" dos comboios humanitários. "Estamos gravemente alarmados pela rápida deterioração da crise humanitária e observamos com preocupação que milhões de sírios, em particular deslocados internos, necessitam assistência humanitária imediata já que suas vidas correm perigo", alertou o Conselho. Além disso, pela primeira vez o órgão da ONU condenou o aumento dos atentados terroristas cometidos "por organizações e pessoas associadas com a Al Qaeda" e pediu que todos os lados se comprometam a pôr fim a esses atos. O texto, patrocinado pela Austrália e Luxemburgo, solicita a todas as partes que facilitem o acesso humanitário às pessoas necessitadas, "inclusive através das linhas do conflito e, quando corresponda, através das fronteiras com países vizinhos". Além disso, o Conselho instou o governo sírio a "acelerar" a aprovação para que mais ONG nacionais e internacionais participem das atividades de ajuda, a simplificar os procedimentos para a instalação de novos centros humanitários e a facilitar a concessão de vistos para grupos de socorro. Concretamente, o Conselho de Segurança pediu ao regime de Bashar al Assad que acelere as permissões exigidas para a importação de bens e equipamentos, como instrumentos de comunicação, veículos blindados de proteção e instrumentos médicos e cirúrgicos necessários para as operações humanitárias. O Conselho reconheceu que a magnitude da tragédia exige uma "ação imediata" para facilitar a ajuda, e após condenar todos os casos de negação do acesso humanitário, lembrou que isto pode constituir uma violação do direito internacional. O órgão também expressou sua "profunda preocupação" pelas consequências do aumento do número de refugiados (dois milhões de pessoas já foram para países vizinhos) e seus "efeitos desestabilizadores" na região, principalmente na Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito. O Conselho também exigiu que a comunidade internacional responda "com rapidez" aos pedidos humanitários da ONU para atender as necessidades dos deslocados internos e dos refugiados sírios nos países vizinhos. Por último, advertiu que a crise humanitária seguirá se deteriorando enquanto não se chegar a uma solução política e exigiu que todos os lados envolvidos no conflito trabalhem para conseguir o fim imediato da violência e das infrações e abusos do direito internacional. EFE elr/dk

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