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Correa promete firmeza diante da 'oposição golpista e imprensa corrupta'

Internacional|Do R7

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O presidente reeleito do Equador, Rafael Correa, advertiu que continuará a atuar com firmeza diante da "oposição golpista" e da "imprensa corrupta" em seu novo mandato, e que uma prioridade na política externa será impor condições ao capital para evitar abusos em questões como as arbitragens internacionais, em declarações a correspondentes estrangeiros em Quito.

Correa, reeleito domingo no primeiro turno com 56,7% dos votos, enfatizou a diferença existente com o banqueiro conservador Guillermo Lasso - em segundo com 23% - ao criticar a oposição de "golpista" e de criar obstáculos.

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"Que Lasso tenha reconhecido sua derrota é importante", declarou o dirigente de esquerda, nesta quarta-feira.

No entanto, ele se mostrou duro com os demais grupos opositores.

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"Os ataques continuarão, existem pessoas muito más, doentes, estamos confrontando poderes que se achavam intocáveis", salientou ao denunciar uma "campanha suja" durante o período eleitoral com "financiamento externo, inclusive da Colômbia".

"Na democracia se respeita os perdedores, mas se adota a opinião da maioria", alertou.

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Correa culpa os políticos, como o derrotado ex-presidente Lucio Gutiérrez - terceiro na eleição com 6,9% - de tentar um golpe de Estado contra o seu governo no dia 30 de setembro de 2010, aproveitando-se de uma revolta policial por motivos salariais, o que é negado por Gutiérrez.

A espera da divulgação dos resultados sobre a formação do Congresso, o presidente reeleito, que iniciará seu novo mandato no dia 24 de maio, assegurou que o partido governista Aliança País (AP) conquistou entre 97 e 98 dos 137 assentos.

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Uma rápida contagem da ONG Participação Cidadã - autorizada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) - sustenta que o movimento Aliança País obteve 90 cadeiras no parlamento, seguido do partido de Lasso, com 12 assentos.

O presidente reiterou que não se apresentará para um novo mandato, mesmo se a AP ou os cidadãos promovam uma reforma constitucional para permiti-lo.

"Se quiserem mudar esse sistema (que autoriza a reeleição uma única vez), me oporia, mas se houver a vontade da maioria do povo equatoriano, que eles decidam, eu não me lanço", destacou.

Correa também antecipou que continuará a confrontar um setor da imprensa privada que acusa de ser "medíocre e corrupto" e de tentar desestabilizá-lo junto aos grupos privados contrários ao seu governo.

O governo de Correa é o mais longevo desde o período compreendido entre 1996 e 2006, quando os equatorianos viram oito presidentes assumirem o posto, dos quais três foram derrubados.

"Continuaremos em tensão com essa imprensa corrupta. Quando não estiver (mais em tensão), estarei traindo meus princípios", garantiu o governante, salientando que aproveitará sua maioria parlamentar para aprovar uma lei de comunicação que, segundo um projeto da Aliança País, apresenta uma nova distribuição de frequências e mais regulamentações.

Mediante essa norma, "pediremos uma imprensa decente, ética, que informe e não que manipule, que comunique e não faça politicagem", apontou.

O dirigente anunciou que o controle da Assembleia lhe permitirá destravar projetos e impulsionar outros para tornar "irreversível a revolução cidadã", e não descartou uma reforma para "corrigir erros" da Constituição de 2008, impulsionada por ele.

Correa mencionou uma lei para regulamentar o uso da água, uma reforma ao código penal vigente há 70 anos e outra para a segurança social para que as donas de casa e outros trabalhadores informais possam se aposentar.

Sobre a política externa, o presidente reeleito manifestou que "a prioridade será a integração latino-americana" e que manterá relações "com a maior quantidade de países em um marco de respeito e sem ter que pedir permissão a ninguém".

Outro aspecto chave, que definiu como de "sobrevivência", será a criação de centros de arbitragens regionais que ponham fim aos "abusos que cometem as transnacionais e a burocracia internacional" contra países como Argentina, Bolívia e Equador.

"Não buscamos impor condições a nenhum país, mas sim ao capital transnacional", ressaltou.

axm/sp/nn/tm/fo-mvv

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