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Cuba diz que cogita aceitar visitas da ONU e da Cruz Vermelha

Internacional|Do R7

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA, 3 Mai (Reuters) - Cuba disse na sexta-feira que cogita permitir que investigadores de direitos humanos da ONU examinem denúncias de tortura e repressão, e autorizar visitas da Cruz Vermelha às suas prisões, após um hiato de quase 25 anos.

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Dissidentes dizem que as forças de segurança do regime comunista cubano detêm opositores por períodos curtos, e que alguns deles são maltratados. As autoridades cubanas negam que haja tortura ou detenções arbitrárias na ilha.

O pedido de acesso dos investigadores está entre as 293 recomendações apresentadas a Cuba no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, durante um debate sobre a situação do país. Outras solicitações incluem acesso à internet e liberdade de expressão.

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O Comitê Internacional da Cruz Vermelha visitou prisões cubanas de 1988 a 1989, mas então interrompeu as visitas alegando não ter acesso a todos os presos que desejava, apesar de negociações confidenciais sobre o tema terem sido mantidas.

Nenhum investigador da ONU visita a ilha desde 2007, apesar de vários pedidos. Em 2009, um acerto previu a visita de um relator para investigar suspeitas de torturas, mas a missão foi suspensa por Cuba por tempo indeterminado.

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A delegação cubana disse que irá responder às solicitações na sessão de setembro do Comitê de Direitos Humanos da ONU, depois de examinar cuidadosamente a lista.

"Cuba está aberta a considerar esses pedidos e dar respostas adequadas a medida que sejam apresentados ao país", disse à Reuters o vice-diretor do Ministério do Exterior de Cuba, Pedro Luis Pedroso Cuesta, em Genebra

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"Nós não vemos qualquer obstáculo que nos faça dizer 'de jeito nenhum'."

Ele se mostrou mais cauteloso em relação as visitas da Cruz Vermelha.

"Houve uma troca permanente e interação entre Cuba e da Cruz Vermelha. Há nada a esconder por parte de Cuba", disse Pedroso.

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