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Damasco culpa "terroristas" pelo atraso na destruição de armas químicas

Internacional|Do R7

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Damasco, 5 fev (EFE).- O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Faiçal Miqdad, responsabilizou os "terroristas" pelo atraso na destruição das armas químicas do regime, ao obstruir o transporte para a costa para levá-las em seguida para fora do território nacional, informou nesta quarta-feira a agência de notícias oficial "Sana". Em entrevista concedida ontem à emissora estatal e publicada hoje pela agência, Miqdad lamentou que existam países que acusam a Síria de não cumprir com seus compromissos e que ao mesmo tempo impeçam a saída das substâncias químicas. Estes estados, não especificados pelo vice-ministro, "devem deixar de vazar informação aos grupos terroristas sobre o percurso da carregamento (químico)". Estados Unidos e França expressaram nos últimos dias preocupação pelo atraso no calendário para o desmantelamento do arsenal químico do regime de Damasco. Washington se mostrou "profundamente preocupado pela incapacidade do governo sírio de transportar ao porto de Latakia todos os agentes químicos" e suas matérias-primas, como determinou o Conselho de Segurança da ONU. Para Miqdad, a postura dos EUA e da França fazem parte de uma "campanha injusta e falsa" contra a Síria. "Estamos aplicando muitos de nossos compromissos antes do calendário fixado e seguimos comprometidos com a aplicação de todo o estipulado com a ONU e a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ)", assegurou. Durante a entrevista, o vice-chanceler também falou da primeira rodada da convenção de Genebra, realizada entre os dias 22 e 31 de janeiro e que levou para a mesma mesa de negociações representantes do regime e da oposição. Miqdad explicou que o governo está avaliando o resultado das conversas. "Fomos a Genebra com ordens claras de ter êxito no diálogo, deter o terrorismo e o derramamento de sangue na Síria, devolver a esperança aos sírios, apoiar o nosso heroico exército na batalha e pôr fim a esta tragédia e à ingerência estrangeira", enumerou. Miqdad afirmou que o Executivo anunciará em breve sua postura sobre a segunda rodada da conferência, de acordo com as orientações do presidente sírio, Bashar al-Assad. O mediador internacional Lakhdar Brahimi propôs novas conversas entre as delegações do regime e da oposição a partir de 10 de fevereiro. A data foi aceita pelos opositores, mas representantes do governo disseram que primeiro deveriam consultar Damasco. EFE ssa-gb/dk

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