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Democrata diz que Senado dos EUA vai finalmente aprovar um orçamento neste ano

Internacional|Do R7

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Por Thomas Ferraro

WASHINGTON, 20 Jan (Reuters) - Um parlamentar do alto escalão dos Estados Unidos disse neste domingo que ele e outros companheiros democratas do Senado, pela primeira vez em mais de três anos, tinham a intenção de atender as demandas republicanas para finalmente aprovarem um orçamento norte-americano.

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O senador Charles Schumer, o terceiro democrata mais importante da Casa, disse, no entanto, que o plano de gastos vai incluir novas receitas, apesar das advertências republicanas de que não aceitarão mais nenhum aumento de impostos.

"Nós vamos fazer um orçamento este ano e terá receita nele, e os republicanos vão ter que se acostumar com isso", disse Schumer ao programa "Meet the Press", da emissora NBC.

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Os democratas, colegas de partido do presidente Barack Obama, controlam o Senado, mas não aprovaram um orçamento desde 2010 em meio a desacordos dentro do partido sobre possíveis reduções de gastos, principalmente em programas sociais como o Medicare e a previdência.

Isso atraiu a ira dos republicanos, que os acusam de negligência de dever, o que teria minado os esforços para reduzir gastos e a dívida dos EUA.

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Washington deve cumprir os limites de poder de empréstimo de 16,4 trilhões de dólares até o início de março, e elevar o teto da dívida vai permitir que o governo federal continue seu trabalho ininterruptamente.

Líderes republicanos no Congresso, em uma importante concessão na sexta-feira, disseram que estavam dispostos a elevar o teto da dívida por três meses e, ao mesmo tempo, abandonar suas exigências de que qualquer aumento no poder de empréstimo do governo fosse igualado em cortes de gastos.

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Os republicanos disseram, no entanto, que iriam exigir que o Senado finalmente aprovasse um orçamento que poderia incluir reduções de gastos, assim como mudanças no código tributário.

O senador republicano Ted Cruz, aparecendo na NBC com Schumer, descreveu o plano republicano de "um passo na direção certa" e acusou o Senado democrata de não fazer seu trabalho. Schumer chamou a oferta republicana na Casa de "uma grande vitória" para Obama, que prometeu recusar negociar sobre o limite da dívida.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse que está pronto para se concentrar nos cortes de gastos em qualquer negociação orçamentária, mas considera aumentos de impostos uma questão encerrada. A Casa Branca disse que aceitaria o plano de três meses desde que não fosse condicionado a cortes de gastos.

Depois do prazo para um aumento no teto da dívida, o Congresso enfrenta um prazo final em 1º de março para evitar cortes de gastos automáticos, e uma expiração em 27 de março de financiamento para agências e programas do governo. Uma extensão de limite da dívida de três meses iria acrescentar um prazo adicional em abril ou maio.

O acordo recente e separado entre Congresso e Casa Branca para evitar o "abismo fiscal" dos aumentos automáticos de impostos sobre a maioria dos norte-americanos e ampliar os cortes de gastos impôs efetivamente um aumento de impostos sobre os norte-americanos mais ricos.

Renovou a maioria dos cortes de impostos decretados pelo presidente republicano George W. Bush para a maioria dos norte-americanos, mas permitiu que expirassem estes cortes de impostos sobre famílias com renda superior a 450 mil dólares.

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