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Deputados venezuelanos vão à Procuradoria denunciar agressões no Parlamento

Internacional|Do R7

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Caracas, 2 mai (EFE).- Vários deputados e opositores ao Governo da Venezuela que participaram dos incidentes registrados na terça-feira no plenário da Assembleia Nacional (AN) denunciaram hoje seus supostos agressores perante a Procuradoria Geral. O primeiro a fazer foi o deputado e líder do partido Primeira Justiça, Julio Borges, que recebeu uma série de socos de um legislador governista que é acusado de fraturar seu osso malar, que sustenta o globo ocular. "Pedimos ao procurador que sejam averiguados os fatos com seriedade, que realmente haja justiça neste caso", disse Borges aos jornalistas após prestar depoimento na Unidade de Apoio à Vítima da Procuradoria Geral da República. Borges desafiou o Governo de Nicolás Maduro e o presidente da AN, e deputado governista Diosdado Cabello, ambos líderes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), ao apresentar "sem editar" os vídeos das camêras internas da Assembleia Nacional para que o "país saiba a verdade". O deputado opositor foi brutalmente golpeado e tem um olho completamente roxo e a maçã do rosto esquerdo inchada. Os opositores filmaram o momento com telefones celulares, e o Governo divulgou imagens das câmeras, embora a transmissão do canal da Assembleia tenha sido interrompida quando começaram os incidentes. Segundo a oposição, dez deputados de sua bancada, e de acordo com o Governo quatro mais da sua, ficaram feridos. Os incidentes ocorreram depois que Cabello voltou a proibir os opositores de falarem no Parlamento, e depois que estes exibissem um cartaz onde se lia "Golpe ao Parlamento". Cabello voltou a negar o direito de palavra aos opositores por não reconhecerem Maduro como presidente do país, posição que mantém o líder opositor e ex-candidato Henrique Capriles, que denuncia que as eleições de abril foram fraudulentas e hoje as impugnou perante a Suprema Corte de Justiça. O Governo transmitiu ontem um vídeo da sessão da AN sem mostrar os golpes e sugerindo que os deputados da oposição chegaram ao Parlamento com um plano para gerar a briga. A deputada opositora María Corina Machado, outra das opositoras lesionadas, não foi à Procuradoria porque tinha previsto ser submetida a uma intervenção cirúrgica de reconstrução de septo devido à agressão que sofreu. EFE arv/ff

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