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Desemprego grego bate novo recorde em maio, 27,6%

Internacional|Do R7

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ATENAS, 8 Ago (Reuters) - A taxa de desemprego na Grécia atingiu um novo recorde em maio, de 27,6 por cento, mostraram dados nacionais oficiais divulgados nesta quinta-feira, à medida que o país continua a sofrer as consequências da austeridade atrelada ao resgate internacional.

O grave desemprego é um pesadelo para o governo formado por uma coalizão de dois partidos na Grécia, que tenta atingir metas fiscais e mostrar que há luz no fim do túnel após anos de impopulares aumentos de impostos e cortes nos salários e pensões.

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A taxa de desemprego subiu para 27,6 por cento a partir de um dado revisado para cima de 27 por cento em abril, segundo o serviço de estatísticas Elstat, mais que o dobro da taxa média da zona do euro, que ficou em 12,1 por cento em junho.

O dado de maio é o maior desde que o Elstat começou a publicar dados mensais de desemprego, em 2006.

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Grécia e Espanha têm sido atingidos com níveis semelhantes de desemprego muito alto. Os mais recentes dados do Eurostat mostraram desemprego ajustados sazonalmente em junho de 26,9 por cento na Grécia e 26,3 por cento na Espanha.

A própria Espanha não publica dados mensais de desemprego diretamente comparáveis ​​com os dados da própria Grécia, mas os dados trimestrais de Madri mostram que sua taxa atingiu um pico de 27,2 por cento nos primeiros três meses deste ano.

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"O aumento do emprego no turismo não conseguiu compensar a reestruturação em diversos setores da economia e a demanda continua fraca", disse o economista Nikos Magginas, no Banco Nacional.

O turismo responde por cerca de 17 por cento da produção econômica da Grécia e por um em cada cinco empregos. As receitas do setor estão subindo 10 por cento em 2013, a 11 bilhões de euros, apoiadas por um registro esperado de 17 milhões de visitantes.

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Os dados mostraram que aqueles com idade entre 15 e 24 anos continuam a ser o mais atingidos, com a taxa de desemprego para essa faixa etária registrando 64,9 por cento.

Com a economia sofrendo seu sexto ano consecutivo de recessão e 1,38 milhão de pessoas oficialmente sem emprego, a dor é sentida em toda economia. Mutuários falham em quitar empréstimos e menos trabalhadores contribuem para fundos de pensões.

Uma guinada levará tempo para ser sentida no mercado de trabalho, mesmo se houver recuperação no próximo ano, como projetam autoridades. O Banco Central projeta que o desemprego atingirá um pico de 28 por cento antes de começar a declinar em 2015.

(Por George Georgipoulos)

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