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Dez mil protestam contra morte de senegalês em Florença

Multidão tomou as ruas de Florença para protestar contra o assassinato do imigrante senegalês Idy Diene, na última segunda-feira

Internacional|ANSA Brasil

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As ruas de Florença foram tomadas por manifestantes
As ruas de Florença foram tomadas por manifestantes

Cerca de 10 mil pessoas participaram neste sábado (10) de uma manifestação em Florença, capital da região italiana da Toscana, em homenagem ao imigrante senegalês Idy Diene, vendedor ambulante assassinado a tiros no último dia 5 de março.

Diene tinha 54 anos e foi morto por um idoso, Roberto Pirrone, 65, que queria se suicidar e, ao perder a coragem de tirar a própria vida, resolveu disparar aleatoriamente para ser preso. As autoridades descartaram motivações racistas para o crime, mas não convenceram os imigrantes que vivem na cidade.


A passeata deste sábado foi composta sobretudo por senegaleses, que formam uma numerosa comunidade de mais de 100 mil pessoas na Itália. Com cartazes contra a discriminação racial, a concentração começou na praça Santa Maria Novella, no centro histórico de Florença, e seguiu para a ponte Amerigo Vespucci, palco do assassinato.

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"Idy era uma pessoa de paz. Não queremos arrumar confusão", dizia um cartaz carregado por muitos imigrantes. Também havia faixas contra o prefeito Dario Nardella, de centro-esquerda. "Nardella, a verdadeira degradação é você, vamos limpar a cidade do racismo", afirmava uma delas, em referência à cruzada do chefe municipal contra a degradação do centro histórico florentino.


Outro alvo dos manifestantes foi o secretário federal do partido ultranacionalista Liga Norte, Matteo Salvini, que tem uma plataforma anti-imigração e pleiteia o cargo de primeiro-ministro. "Salvini, sem nós, sobre o que você teria falado?", dizia um cartaz.

Apesar das críticas, o prefeito Nardella também participou do ato e não foi hostilizado pelos senegaleses - na última terça, ele havia levado uma cusparada no rosto em uma manifestação, mas de um italiano de extrema esquerda.

"Falei com a família de Idy, que autorizou uma jornada fúnebre, com uma cerimônia fúnebre. Deste modo, daremos mais um sinal de sensibilidade em nossa cidade", afirmou, garantindo que Florença é um lugar "aberto".

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