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Dezenas de milhares de pessoas se despedem do ex-monarca cambojano Sihanouk

Internacional|Do R7

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Bangcoc, 4 fev (EFE).- Dezenas de milhares de cambojanos saíram nesta segunda-feira às ruas de Phnom Penh para se despedir do ex-monarca e pai da independência, Norodom Sihanouk, cujo corpo será incinerado perto do Palácio Real. Vestidos de branco e preto, os presentes, alguns com fotografias do antigo rei, queimaram incenso e colocaram velas e flores no local da cremação de Sihanouk, que morreu no dia 15 de outubro do ano passado de um ataque do coração em um hospital de Pequim. Sua viúva, a rainha Monique, e o atual rei, Norodom Sihamoni, serão os encarregados de acender a pira funerária no campo Meru, em referência à montanha mítica hindu. As cinzas serão jogadas na confluência de três rios na capital e parte serão conservadas em uma urna. Os ritos funerários no Camboja são budistas, embora com elementos de origem hindu. Na sexta-feira passada, a multidão acompanhou a procissão do caixão dourado com o corpo de Sihanouk desde o Palácio Real até o campo Meru. Sihanouk, que morreu quando estava a ponto de completar 90 anos, foi uma figura-chave durante um dos períodos mais convulsos na história cambojana. Foi coroado rei pela primeira vez em 1941, quando ainda não tinha completado os 19 anos, e conduziu o Camboja até a independência da França, em 1953. Dois anos mais tarde, abdicou para se dedicar à política e chegou a ser primeiro-ministro e até chefe de Estado, embora com o título de príncipe e não de rei. Em 1970 foi deposto mediante um golpe de Estado apoiado pelos Estados Unidos e Sihanouk se aliou com o Khmer Vermelho, embora tenha sido posto em prisão domiciliar quando os revolucionários de Pol Pot chegaram ao poder em 1975. Após a invasão vietnamita e expulsão do Khmer Vermelho quatro anos mais tarde, Sihanouk viveu exilado na Coreia do Norte e na China até que foi proclamado de novo rei em 1993. Em 2004 abdicou a favor de seu filho Norodom Sihamoni e fixou sua residência oficial na cidade de Siem Reap, noroeste do Camboja, embora com regularidade viajasse para Pequim para receber os cuidados dos médicos chineses. EFE grc/ma (foto)

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