Dilma afirma que apoio da "The Economist" a Aécio é "manifestação do sistema"
Internacional|Do R7
São Paulo, 16 out (EFE).- A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, qualificou nesta quinta-feira como uma "manifestação do sistema financeiro internacional" a posição da revista britânica "The Economist", que se pronunciou a favor do candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, para o segundo turno. "Todas as revistas, também as de nosso país, têm o direito de tomar uma posição. Não vejo problema nisso. Sei qual é a filiação da 'The Economist'. Está vinculada ao sistema financeiro internacional. Então é uma manifestação do sistema financeiro internacional", declarou Dilma em entrevista em São Paulo. A revista britânica publicou em sua mais recente edição, com uma caricatura de Carmen Miranda com um adorno de frutas podres sobre a cabeça, um artigo intitulado "Por que o Brasil precisa de mudança". Na análise, a "The Economist" afirma que os brasileiros "devem votar em Aécio Neves" com argumentos do ponto de vista econômico a favor do candidato tucano. A revista britânica se manifestou desde o início do governo de Dilma a favor da saída do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que deixará o cargo "por motivos pessoais" em um eventual segundo mandato, como antecipou a própria governante. Em seu rápido contato com a imprensa, horas antes do segundo debate televisivo para o segundo turno de 26 de outubro, Dilma defendeu seu projeto educativo caso seja reeleita e afirmou que haverá uma "convergência" de todos os períodos educativos. A governante disse que, em 2016, o Brasil terá a "universalização" da educação pré-escolar, da qual fazem parte 89% das crianças nessa idade do país. Para Dilma, com essa "universalização", com todas as crianças em idade pré-escolar atendidas pelo sistema público, se alcançará uma "educação de qualidade", cujos recursos serão fornecidos pelos royalties do petróleo. A presidente explicou que seu objetivo é terminar com as discussões que opunham a educação básica com a universitária e afirmou que seu programa para um segundo mandato considerará a educação desde a creche até a pós-graduação. EFE plg/rsd (foto)







