Dilma pede ao Congresso maior esforço para alavancar desenvolvimento
Internacional|Do R7
Brasília, 4 fev (EFE).- A presidente Dilma Rousseff pediu nesta segunda-feira ao Congresso um maior esforço em favor do desenvolvimento social e econômico do país, que, após um ano "desafiador" como foi 2012 devido à crise mundial, deverá retomar o crescimento em 2013. A mensagem de Dilma à Câmara dos Deputados e ao Senado foi entregue pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e lido durante a sessão inaugural do período legislativo de 2013, realizada hoje em Brasília. No documento, a presidente diz que "2012 foi um ano desafiador para o Brasil" pela crise global e seu impacto na taxa de crescimento, que não chegou a 1%, mas ressaltou que "apesar do ritmo ter sido inferior ao esperado" durante do ano passado, o panorama para 2013 é encorajador. Nesse sentido, ela destacou que a economia nacional continua em um cenário de "inflação controlada" e "taxas de juros em queda", o que permitirá em 2013 uma retomada do crescimento, que segundo cálculos oficiais será próximo de 4% neste ano. Dilma destacou ainda o estímulo que a economia receberá das obras de infraestrutura para a Copa das Confederações deste ano e para a Copa do Mundo de 2014. A presidente também assegurou que em 2013 serão retomadas as licitações de jazidas de gás e petróleo com a oferta de 289 novas áreas e que serão reforçados os investimentos na área energética para garantir o abastecimento ante a crescente demanda do setor industrial. Dilma reiterou que a educação continuará como uma prioridade para seu governo, que focará em todos os aspectos e fases dessa área "fundamental" para o futuro, com ênfase na preparação de profissionais de todas as carreiras técnicas, que são as de que o Brasil mais precisa neste momento de "expansão". Além disso, ela ressaltou que o desenvolvimento social e os programas de inclusão continuarão na primeira linha da ação do governo, que manterá e aprofundará os planos de distribuição de renda que nos últimos 10 anos permitiram que 40 milhões de brasileiros saíssem da pobreza. Do mesmo modo, Dilma enumerou o que qualificou como "avanços" em saúde e segurança, outras duas áreas nas quais solicitou o apoio do Congresso para novos projetos que o governo vai apresentar. A chefe de Estado disse que, nos dois anos em que está no poder, teve no Congresso um "parceiro crítico e colaborador", capaz de buscar "soluções e alternativas" para os problemas do país e de suas próprias diferenças políticas. EFE ed/id











