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Dilma se reúne nesta segunda com líderes do Movimento Passe Livre

Internacional|Do R7

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Brasília, 24 jun (EFE).- A presidente Dilma Rousseff se reunirá neste segunda-feira com militantes do Movimento Passe Livre, organização que liderou os protestos que ocorreram no Brasil nas duas últimas semanas, informou a governante do país. O encontro com os militantes da organização social será prévio à reunião de Dilma com os governadores dos 27 estados e prefeitos das capitais para discutir o Pacto Nacional pela melhoria dos serviços públicos proposto na sexta-feira em resposta às manifestações. A governante, que se comprometeu a "escutar o grito das ruas", pretende ouvir as reivindicações do grupo que impulsionou os protestos e que tem o maior poder de convocação nas redes sociais. O Movimento Passe Livre, uma organização nascida nas universidades públicas de São Paulo, defende a adoção de um sistema de transporte público gratuito. As manifestações convocadas em São Paulo para protestar contra o aumento das tarifas de transporte público tiveram uma ampla participação na cidade e se estenderam por todo o país. Os protestos obrigaram os prefeitos das principais cidades do país a revoragem os decretos com os quais tinham reajustado os preços das passagens de ônibus, metrô e trem. Além de se estenderem por todo o país, as manifestações ganharam novas reivindicações, como maiores investimentos na saúde e educação pública, e críticas à corrupção e às elevadas despesas do Governo com a organização da Copa do Mundo de 2014. O êxito das grandes manifestações levou o Movimento Passe Livre a assumir novas bandeiras e a manifestar seu apoio a outros grupos, como o que luta contra a violência policial na periferia de São Paulo e o que defende uma reforma urbana que garanta moradia para que vivem na rua ou em quartos precários. Em resposta às manifestações, Dilma pretende impulsionar um Pacto Nacional por melhores serviços públicos que tem como prioridade a elaboração de um Plano Nacional de Mobilidade Urbana que privilegie o transporte coletivo. As reuniões da presidente com militantes de organizações sociais e com outras autoridades se produzem em momentos em que as manifestações começam a perder intensidade e participação. Apesar dos brasileiros continuarem saindo às ruas para protestar e as manifestações serem apoiadas por 75% da população, as mobilizações perderam vigor desde quinta-feira, quando mobilizaram cerca de 1,2 milhão de pessoas em 100 de cidades.EFE cm/ff

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