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Discurso de Obama desperta entusiasmo entre jovens israelenses

Internacional|Do R7

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Daniela Brik. Jerusalém, 21 mar (EFE).- O discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta quinta-feira em Jerusalém despertou o entusiasmo de grande parte dos cerca de 600 jovens israelenses que estavam presentes, apesar das críticas que fez ao Estado judeu. "Achei que foi um discurso muito sólido e gostei muito. Sobretudo porque falou do que é preciso fazer para conseguir a paz com os palestinos", declarou à Agência Efe Tomer, estudante do segundo período de Língua Árabe na Universidade Hebraica de Jerusalém. Pouco antes da conferência, este jovem não acreditava que Obama fosse utilizar "palavras enérgicas" e afirmou que não devia faltar em seu discurso "que Israel também deve se esforçar" para chegar à paz. O pronunciamento do presidente americano não o decepcionou. Obama disse que a paz com os palestinos é possível, e que a política de assentamentos é contraproducente para a causa da paz, ao mesmo tempo em que apoiou Israel no seu direito à defesa diante de qualquer ameaça e afirmou que o Hezbollah deve ser reconhecido pela comunidade internacional como uma organização terrorista. Estas palavras foram recebidas com demonstrações de admiração e aplausos, mas em apenas um momento do discurso foi interrompido por um jovem que questionou Obama de forma ríspido, sendo retirado do recinto pelos agentes de segurança. Segundo alguns estudantes, o manifestante denunciou que os civis israelenses eram alvo de ataques indiscriminados com foguetes, mas outros disseram que o estudante interveio por ser contrário ao discurso do presidente americano. Para Sharona Gez, de 27 anos e estudante de Ciências Ambientais na Universidade de Ben Gurion, na cidade de Be'er Sheva, o mais significativo foi "a forma como abordou o conflito com os palestinos e a situação de Israel no mundo", em referência a seu isolamento internacional. Sharona reconheceu que "o mais convincente de seu discurso foi a parte em que disse que se pode mudar algo em favor da paz". Seu companheiro Omri Paz, estudante de Ciência Política na mesma universidade, destacou a personalidade "carismática de Obama" como um de seus pontos fortes, e apesar de esperar algo mais dele, reconheceu que "conseguiu abrir os corações do público". Um aluno cego, Daniel Kalifa de 25 anos, se mostrou emocionado e ansioso para conhecer as palavras do presidente, mas, após escutar atentamente o seu discurso, afirmou não ter uma opinião formada. Já a palestina com cidadania israelense Sahar Gamahor, aluna de Língua Inglesa na cidade de Baka Al-Garabiya, se mostrou decepcionada: "Não era o que esperávamos, nós, os palestinos árabes também vivemos aqui e não nos parece que devemos aceitar que Israel é um Estado judeu". "Não nos deu a opção de opinarmos", se queixou Sahar, mas classificou como positivas "as palavras sobre uma solução de dois Estados para os dois povos". A deputada trabalhista Stav Shafir, que está na política há apenas cinco meses após ter se tornado uma líder social e estudantil graças aos protestos contra o alto custo de vida da Rothschild Boulevard, uma das principais ruas de Tel Aviv, considerou Obama como um exemplo a se seguir. "Fico emocionada de pensar que o próprio Obama começou como um líder comunitário com um discurso muito ideológico", disse. "Passo horas falando com os estudantes e hoje se sentem importantes", disse ao explicar que anos atrás, os jovens israelenses, entre 18 e 30 anos de idade, mal tinham tempo para pensar na política após a conclusão do serviço militar, das viagens e dos estudos. "Os protestos que começaram há dois anos deram um reviravolta nessa situação", afirmou. A deputada se mostrou confiante que o presidente dos Estados Unidos "vai obrigar o primeiro-ministro, (Benjamin) Netanyahu, que tem um governo sem agenda diplomática, a falar do processo de paz e a tratar de assuntos como as fronteiras". EFE db/rpr (foto)

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