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EI castiga 94 pessoas por não cumprirem jejum do Ramadã na Síria

Internacional|Do R7

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Beirute, 16 jul (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) castigou 94 pessoas, entre elas cinco menores, por não cumprirem o jejum durante o mês do Ramadã na Síria, com crucificações, castigos e exibindo-as em público dentro de jaulas. O diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdul Rahman, explicou à Agência Efe por telefone que os jihadistas aplicaram essas "penas" nas regiões que controlam nas províncias sírias de Aleppo, Al Raqqah e Deir ez Zor, no norte do país. Dessas vítimas, pelo menos 20 foram trancadas em jaulas em Al Raqqah, capital da província homônima; Al Majadin, em Deir ez Zor; e Deir Hafer, em Aleppo, onde foram expostas em público na rua. Abdul Rahman disse que não dispõe do número exato de crucificados, porque em alguns casos o EI impôs este castigo e, ao mesmo tempo, a vítima foi exibida também em uma jaula. Nas crucificações, os extremistas penduraram no pescoço dos "infratores" cartazes com mensagens que diziam "crucificado por um dia inteiro e 70 chicotadas por quebrar o jejum". Além disso, ao aplicar este castigo em via pública, os radicais permitiram que menores de idade zombassem das vítimas. O EI capturou estas pessoas após saber, através de informantes, que não jejuavam, e enviou seu órgão parapolicial, a "hisba", para capturá-los. O Ramadã, que começou no dia 18 de junho na Síria e em outros países da região, é o nono mês do calendário lunar muçulmano, e ao longo dele os fiéis devem se abster de comer, beber e manter relações sexuais da alvorada até o final da tarde. EFE ssa/ma

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