Eleição no Cazaquistão: UE quer que país investigue irregularidades
De acordo com observadores internacionais, ocorreram diversos erros, como urnas a mais, votações coletivas e assinaturas idênticas em listas de eleitores
Internacional|Da EFE

A União Europeia (UE) disse nesta segunda-feira (10) que espera que o Cazaquistão investigue as irregularidades detectadas por observadores internacionais nas eleições presidenciais que deram a vitória a Qasim-Yomart Tokayev, com 70,76% dos votos.
Segundo resultados preliminares da missão de observação eleitoral do Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o pleito é uma oportunidade importante para possíveis reformas políticas no Cazaquistão.
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Houve, de acordo com os observadores, significativas irregularidades por todo o país, incluindo excesso de urnas, votações coletivas e assinaturas idênticas em listas de eleitores. Mas, apesar das critícas, a missão considerou que a Comissão Eleitoral Central do Cazaquistão "administrou com eficiência" o pleito.
No comunicado, assinado pela Alta Representante de Política Externa da UE, Federica Mogherini, o bloco também critica o pleito por considerar que houve "claras violações das liberdades fundamentais" e "pressão contra vozes críticas". Além disso, a UE critica as "detenções generalizadas de manifestantes pacíficos no dia da eleição".
A apuração também foi avaliada negativamente por mais da metade das missões de observação que acompanharam as eleições no Cazaquistão.
Na nota, a UE ressaltou que quer ampliar as relações com o Cazaquistão, trabalhar com Tokayev e disse estar disposta a "seguir apoiando as reformas para reforçar a proteção das liberdades fundamentais e os direitos humanos, o respeito dos princípios democráticos, o estado de direito e a boa governança".
Apadrinhado pelo Nursultan Nazarbayev, que presidiu o Cazaquistão por 30 anos, Tokayev recebeu o apoio de 6,5 milhões de eleitores no pleito de ontem.












