Em Bagdá, conflito entre policiais e manifestantes deixa 3 mortos
Iraquianos vão às ruas por menos corrupção. Situação resultou em crise, com vários grupos políticos ameaçando o primeiro-ministro
Internacional|Da EFE

Pelo menos três pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas, nesta quinta-feira (21), quando as forças de segurança do Iraque tentavam dispersar um grupo de manifestantes que montaram uma barricada em uma ponte em Bagdá.
Depois de dias sem mortes durante os protestos que começaram em outubro, em que os iraquianos pedem por mais serviços básicos e menos corrupção, a capital do país registrou novas vítimas nas últimas horas, muitas delas por asfixia, como confirmou à Agência Efe uma fonte do Ministério do Interior que pediu anonimato.
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Os incidentes ocorreram enquanto as forças de segurança tentavam dispersar os manifestantes entrincheirados na ponte Al Ahrar, no centro de Bagdá, e os forçavam a seguir em direção à praça Al Julani, usando gás lacrimogêneo, bombas de fumaça e tiros para o alto.
Na praça Tahrir, epicentro dos protestos, a situação está sob controle, embora Al Julani seja palco de confrontos entre as tropas e os participantes dos protestos, disse a fonte.
As principais razões para o descontentamento popular são a falta de oportunidades econômicas e serviços públicos básicos. Algo que os cidadãos atribuem em grande parte à corrupção e má gestão por parte dos líderes políticos.
Até o momento, desde o início dos protestos, mais de 300 pessoas morreram em nove províncias do Iraque, principalmente devido a tiros e repressão de forças de segurança, de acordo com a ONG Observatório Iraquiano de Direitos Humanos.
A situação resultou em uma grave crise com vários grupos políticos ameaçando retirar a confiança do primeiro-ministro Adil Abdul-Mahdi, se não houver mudanças ministeriais e se as medidas anunciadas até agora pelo governo não acalmem os ânimos nas ruas.









