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Em clima sombrio, Kerry se reúne com líderes palestinos e israelenses

Internacional|Do R7

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Por Lesley Wroughton

BELÉM, Cisjordânia, 6 Nov (Reuters) - Diante de avaliações sombrias de palestinos e israelenses sobre as conversações de paz, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse nesta quarta-feira que o governo norte-americano não está desistindo de um acordo.


"Como em qualquer negociação, haverá momentos altos e baixos, e ela anda para frente e para trás", disse Kerry em Belém, na Cisjordânia ocupada, onde se encontrou com o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

"Mas eu posso lhes dizer que o presidente (Barack) Obama e eu estamos determinados, e nenhum de nós vai interromper os nossos esforços de perseguir a possibilidade (de paz)", disse ele.


Antes, num encontro com Kerry na vizinha Jerusalém, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as negociações sobre a solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense fracassaram na obtenção de qualquer progresso real.

O quadro desolador pintado pelo líder de direita é similar ao esboçado por dirigentes palestinos, que vêm dizendo que um plano israelense, anunciado na semana passada, de construção de mais 3.500 casas para colonos judeus na Cisjordânia ocupada é um grande obstáculo ao sucesso das negociações.


Mas, em Belém, Kerry disse que os EUA, os aliados mais estreitos de Israel, estão convencidos de que "apesar das dificuldades, ambos os líderes, o presidente Abbas e o primeiro-ministro Netanyahu, estão também determinados a trabalhar juntos para esta meta".

Kerry, cuja diplomacia da mediação ajudou a reviver as conversações focadas em terra por paz, em julho, depois de três anos de interrupção, fixou um período de nove meses como meta para um acordo, mesmo havendo amplo pessimismo entre israelenses e palestinos.


Poucos detalhes emergiram das negociações, realizadas sem prévio anúncio e em locais secretos, em conformidade com o compromisso de evitar vazamentos de informação.

Mas as autoridades palestinas vêm expressando sua frustração com a falta de iniciativas em assuntos centrais, como as fronteiras de seu Estado, acordos sobre segurança, o futuro das colônias israelenses e o destino dos refugiados palestinos.

Em um discurso transmitido na segunda-feira, Abbas afirmou que, depois de todas as rodadas de negociação, "não há nada de concreto".

Atritos em público entre os dois lados se concentram nas medidas israelenses para construir mais casas para colonos judeus ao mesmo tempo que o país liberta prisioneiros palestinos.

Israel já libertou metade de 104 palestinos que prometeu soltar depois que Kerry convenceu Abbas a retornar às negociações, abandonadas pelos palestinos em 2010 por causa de construções nos assentamentos, que eles temem acabem tornando o Estado palestino inviável.

Os palestinos se irritaram com a afirmação de Israel de que, na realidade, eles concordaram em fechar os olhos para as obras nos assentamentos, em terras nas quais querem estabelecer seu Estado, em troca da libertação de homens presos há muito tempo, condenados pela morte de israelenses.

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