Em declaração juramentada, vítima reitera acusações contra príncipe Andrew
Internacional|Do R7
Miami, 22 jan (EFE).- Vírginia Roberts, mulher que declarou ter tido encontros sexuais com o príncipe Andrew quando era menor de idade, prestou nesta semana uma declaração juramentada em um tribunal da Flórida, na qual reafirmou que teve relações íntimas com o duque de York em três ocasiões, entre elas uma orgia. No documento de 15 páginas, com data de 19 de janeiro e obtido pela Agência Efe, ela garante que o empresário Jeffrey Epstein, condenado por prostituição de menores, a obrigou a fazer sexo "várias vezes" com o filho da rainha Elizabeth II, a quem ela chamava de "Andy". A declaração juramentada será anexada à denúncia formal apresentada no mesmo tribunal contra Epstein, preso em 2008 por prostituição de menores e libertado após 13 meses na cadeia. Além disso, os advogados de Virgínia apresentaram ontem, na mesma corte, uma carta solicitando que o príncipe Andrew conteste, sob juramento, as acusações feitas contra ele. Um porta-voz do Palácio de Buckingham reiterou hoje, em Londres, que as denúncias são "falsas e sem fundamento". Ressaltou também que o que o duque de York já desmentiu as acusações quando o escândalo foi divulgado em dezembro do ano passado. No entanto, na declaração juramentada, Virgínia faz um relato detalhado de sua iniciação como "escrava sexual" e seus encontros com o filho de Elizabeth II. Ela afirma que se relacionou pela primeira vez com o príncipe aos 17 anos, em uma mansão de propriedade de Epstein, na capital inglesa. "Fomos ao banheiro, ao quarto e tivemos relações sexuais. Depois, 'Andy' foi embora rapidamente com seus seguranças", declarou a mulher, hoje com 31 anos. Antes disso, Virgínia revelou que foi levada para outra mansão, em Palm Beach (Flórida), aos 15 anos, por Ghislaine Maxwell, filha do milionário britânico Robert Maxwell. Pelos primeiros serviços sexuais a Epstein, em 1999, ela afirmou ter recebido US$ 200. "Nasci em Palm Bech. Quando era pequena, ficava encantada com os animais e queria ser veterinária. Mas minha vida tomou um rumo muito diferente quando os adultos se interessaram em fazer sexo comigo", afirmou a mulher. Além da declaração, ela entregou vários documentos ao tribunal. Entre eles está uma comprometedora foto, que Virgínia tomou de Epstein, com o duque de York abraçando-a pelos quadris. Ghislaine Maxwell aparece em segundo plano. Virgínia revelou que, no dia seguinte ao encontro sexual com o príncipe Andrew, teve que contar os detalhes a Epstein, entre eles o fetiche por pés do duque de York. Pelo serviço, recebeu cerca de US$ 15 mil. A terceira vez em que Virgínia manteve relações sexuais com 'Andy' foi em uma orgia organizada nas Ilhas Virgens americanas, quando ela tinha 18 anos. Participaram também outras oito meninas, que "pareciam menores de idade" e não falavam inglês. "Tive relações sexuais com ele (o príncipe Andrew) e as descrevi aqui, sob juramento", respondeu a mulher ao Palácio de Buckingham, que desmente o ocorrido. Além disso, ela negou ter tido encontros íntimos com o ex-presidente americano Bill Clinton na ilha de Saint James. "Clinton estava na ilha no mesmo momento que eu, mas nunca tive relações sexuais com ele, nem o vi com outras pessoas", afirmou. Desde que denunciou o príncipe Andrew, Virgínia disse que teve sua "credibilidade atacada". Mas ressaltou que esses ataques não diminuirão sua vontade de "expor a verdade", de como ela foi um objeto para "muita gente poderosa". "Quero evitar que outras meninas sofram o mesmo tipo de abuso e degradação que eu vivi". EFE em/lvl










