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Em protesto, ex-funcionários de Itaipu se crucificam em frente à embaixada brasileira no Paraguai

Os ex-funcionários reivindicam diversos valores retroativos com base em um convênio de 1974

Internacional|Do R7

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Os manifestantes são Roque Samudio, de 58 anos, Gerardo Orué, de 49, e Roberto González, de 61
Os manifestantes são Roque Samudio, de 58 anos, Gerardo Orué, de 49, e Roberto González, de 61

Três ex-funcionários da Usina Hidrelétrica de Itaipu se crucificaram nesta terça-feira (9) em frente à embaixada brasileira em Assunção, no Paraguai, como forma de protesto por benefícios trabalhistas que afirmam não receber desde a construção da represa.

Os manifestantes são Roque Samudio, de 58 anos, Gerardo Orué, de 49, e Roberto González, de 61.


Os dois últimos já realizaram um protesto similar em meados de novembro, quando durante três dias se mantiveram crucificados a pedaços de madeira colocados sobre a calçada da embaixada.

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Segundo ex-funcionário de Itaipu se crucifica em frente à embaixada brasileira no Paraguai

Um de seus companheiros foi o encarregado de perfurar as mãos dos três, que ficaram presos às tábuas de madeira, enquanto o resto dos ex-funcionários entoavam cânticos religiosos.


O trio recebeu anestesia antes do protesto e foi atendido por várias mulheres que ofereceram água para molhar seus corpos e protegê-los do intenso calor.

Os ex-funcionários reivindicam diversos valores retroativos com base em um convênio de 1974 que os governos brasileiro e paraguaio, à época sob ditaduras militares, se comprometeram a cumprir igualmente aos trabalhadores de ambos países, explicou à Agência Efe Carlos González, porta-voz da Coordenadoria Geral dos Ex-trabalhadores de Itaipu e Terceirizados.


Entre estes benefícios há diversos incentivos por produtividade e antiguidade, assim como um vale alimentação e complementos por férias e por mudança dos trabalhadores fora de sua região de origem, disse González.

"Somente com uma aproximação e um documento escrito entre Itaipu e os trabalhadores o protesto será retirado", acrescentou. A coordenadoria conta com 9.500 ex-funcionários dos quase 40 mil que trabalharam na construção da represa, segundo González.

Maior hidrelétrica do mundo, Itaipu começou a operar em 1984, com a conexão da primeira de suas 20 turbinas, dez anos após Brasil e Paraguai assinarem o acordo para dar vida à represa na fronteira entre ambos os países.

Com uma produção de 98,6 milhões de megawatts-hora (MWh) em 2013, Itaipu forneceu 75% da energia consumida pelo Paraguai e 17% do Brasil. 

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