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Embaixador sírio diz que 82 alunos morreram em explosões em Aleppo

Internacional|Do R7

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Por Mariam Karouny

BEIRUTE, 15 Jan (Reuters) - Pelo menos 82 estudantes foram mortos nesta terça-feira em duas explosões que atingiram uma das maiores universidades da Síria em Aleppo, afirmou o representante sírio na Organização das Nações Unidas ao Conselho de Segurança da ONU.

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"Um ato terrorista covarde alvejou os alunos da Universidade de Aleppo enquanto faziam suas provas semestrais. Esse ato matou 82 estudantes e feriu 162 outros estudantes", disse o embaixador Bashar Ja'afari ao conselho durante um debate sobre contraterrorismo.

A violência afeta o cotidiano sírio desde que o governo de Bashar al Assad passou a reprimir manifestações pró-democracia, no começo de 2011, dando início a uma guerra civil.

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Mais de 50 países pediram na terça-feira ao Conselho de Segurança da ONU que encaminhe o caso ao Tribunal Penal Internacional, que processa indivíduos por crimes de guerra e genocídios. Mas a Rússia --tradicional aliada e fornecedora de armas de Assad-- bloqueou a iniciativa, qualificando-a de "inoportuna e contraproducente".

As duas partes em conflito na Síria se culparam mutuamente pelas explosões na Universidade de Aleppo, localizada em uma área controlada pelo governo na mais populosa cidade síria.

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Alguns ativistas em Aleppo disseram que um ataque governamental provocou as explosões, mas a TV estatal acusou "terroristas" --termo frequentemente usado para descrever os rebeldes-- de dispararem dois foguetes contra o campus. Um combatente rebelde disse que as explosões aparentemente foram causadas por mísseis "terra-terra".

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, disse que pelo menos 52 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, mas não identificou a origem das explosões.

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A TV estatal, que não citou um número de vítimas, mostrou um corpo caído na rua e vários carros em chamas. Um dos prédios da universidade estava danificado.

Um vídeo mostrou estudantes retirando livros da universidade após uma das explosões, afastando-se rapidamente da fumaça. A câmera então treme ao som de outra explosão, e as pessoas são vistas correndo.

A área rebelde mais próxima da universidade é o bairro de Bustan al Qasr, a mais de 1,5 quilômetro. Se a versão do governo for confirmada, seria a primeira vez que rebeldes da área conseguem obter armas tão potentes.

Mas ativistas negaram que os insurgentes tenham cometido o ataque. "Os aviões de guerra desse regime criminoso não respeitam uma mesquita, uma igreja nem uma universidade", disse o estudante que se identificou como Abu Tayem.

Os rebeldes há meses tentam tomar Aleppo, outrora um vibrante polo comercial, mas não conseguem vencer a resistência das forças de Assad, mais bem armadas e organizadas.

(Reportagem adicional de Oliver Holmes em Beirute e Steve Gutterman em Moscou)

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