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Empresas ferroviárias prestam esclarecimentos sobre acidente no Parlamento

Internacional|Do R7

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Madri, 8 ago (EFE).- O acidente de trem em Santiago de Compostela no dia 24 de julho, que causou 79 mortos, foi discutido nesta quinta-feira no Parlamento da Espanha, com a presença dos diretores das duas empresas envolvidas, que destacaram a segurança de seu serviço e responsabilizaram o maquinista. O presidente da empresa que administra as infraestruturas ferroviárias (Adif) e o da companhia pública de ferrovias (Renfe) estiveram presentes no Congresso para responder às perguntas dos deputados sobre as características do trem acidentado e da linha férrea. O trem, que fazia o trajeto Madri-Ferrol, descarrilou no dia 24 de julho em uma curva próxima a Santiago de Compostela, quando trafegava a uma velocidade de 192 km/h, muito superior à estabelecida para esse trecho, que era de 80 km/h. Segundo as informações das "caixas-pretas" do trem, o maquinista, Francisco José Garzón, falava ao telefone com um fiscal que estava em outro vagão, poucos segundos antes do acidente. Garzón, de 52 anos, é acusado pelos 79 homicídios e por imprudência e o juiz decidiu que ele responderá ao processo em liberdade, mas confiscou seu passaporte e o obrigou a comparecer semanalmente ao tribunal. O presidente de Renfe, Julio Gómez-Pomar, garantiu no Congresso que "não consta nenhuma notificação de anomalia" no trem acidentado que, acrescentou, tinha passado por uma revisão recente, que não constatou o mau funcionamento dos componentes da máquina, inclusive os freios. Gómez-Pomar também disse que o maquinista contava com toda a documentação regulamentar para conduzir o trem e destacou que existem três grandes placas na via que avisam sobre a proximidade da curva na qual descarrilou e que a velocidade está limitada a 80 km/h. Já o presidente da Adif, Gonzalo Ferre, falou de um assunto que gerou polêmica na Espanha, que a linha contava com lances de alta velocidade e outros de velocidade convencional. A diferença é que nos trechos de alta velocidade se usa um sistema de segurança que para o trem automaticamente se a velocidade permitida for excedida, enquanto nos trechos convencionais o freio só é ativado quando o trem circula a mais de 200 km/h. Ferre disse que o trecho do acidente estava inicialmente planejado para a alta velocidade, mas que posteriormente foi modificado para a velocidade convencional, porque, devido à proximidade com Santiago de Compostela, quase não haveria redução no tempo de viagem com a alta velocidade e que a decisão, adotada pela Adid, não foi contestada por ninguém. Todos os grupos parlamentares de oposição se mostraram dispostos a estudar e revisar os protocolos de segurança das infraestruturas ferroviárias, mas o partido governante (PP) enfatizou que os protocolos atuais funcionam corretamente. Em Santiago de Compostela, o juiz responsável pelo caso convocou hoje o depoimento de três testemunhas para que forneçam as informações para dar seguimento à investigação. Enquanto isso, a Polícia Científica encerrou as buscas por objetos entre os destroços do trem, depois que ontem foi achado o telefone celular do maquinista e seu computador portátil. EFE nac/rpr (foto) (vídeo)

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