Rússia ataca Kiev com míssil; Zelensky diz que escolas prédios residenciais foram alvos
Segundo o presidente ucraniano, até o momento teriam sido identificados 69 feridos e dois mortos
Internacional|Do R7, com Estadão conteúdo
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A Rússia disparou, na madrugada deste domingo (24), o poderoso míssil balístico hipersônico Oreshnik em um ataque massivo de drones e mísseis contra Kiev que matou pelo menos duas pessoas. Em publicação no X, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que os alvos incluíram “edifícios residenciais comuns” e escolas, e o ataque provocou um incêndio em um mercado de alimentos, descrito como um dos mais antigos da cidade.
Ainda segundo Zelensky, o bombardeio “destruiu efetivamente” o Museu de Chernobyl e danificou o Museu Nacional de Arte e o prédio que abriga o escritório da emissora alemã ARD. Até o momento, 69 pessoas teriam ficado feridas na capital, e duas morreram, de acordo com o presidente.
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“Já falei com o presidente da França (Emmanuel Macron) e o primeiro-ministro da Noruega (Jonas Gahr Støre). Haverá mais comunicações com nossos parceiros hoje. Sou grato a todos que não ficam em silêncio sobre o que a Rússia está fazendo. Eles estão travando uma guerra exclusivamente contra nosso povo - contra nossa memória, nossa história e tudo o que compõe a vida humana normal. É importante que a Rússia entenda que será responsabilizada por todos esses crimes”, escreveu Zelensky.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter usado o míssil Oreshnik, além de outros tipos de mísseis, porém alegou que o país mirou “instalações militares de comando e controle” ucranianas, bases aéreas e empresas da indústria militar.
Ataque em Starobilsk
O ministério acrescentou que o ataque foi uma retaliação a ações ucranianas contra “instalações civis em território russo”, inclusive um ataque de drones contra um alojamento universitário no leste da Ucrânia ocupado pela Rússia, do qual Moscou culpa Kiev, e ordenou que o Exército russo apresentasse propostas de retaliação. A ação foi denunciada pelo presidente russo Vladimir Putin, na sexta-feira (22). Segundo ele, não havia instalações militares nem de forças de segurança perto da universidade.
O número de mortos no ataque em Starobilsk havia subido para 21 quando as operações de busca e resgate foram concluídas, informou a assessoria de imprensa do Ministério russo de Situações de Emergência no fim da noite de sábado. Outras 42 pessoas ficaram feridas no ataque da noite anterior, segundo o órgão. Autoridades nomeadas pelo Kremlin na região de Luhansk anunciaram dois dias de luto, neste domingo e na segunda-feira (25), em memória das vítimas.
Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o ataque, realizada a pedido da Rússia, o embaixador ucraniano, Andrii Melnyk, negou as acusações de crimes de guerra feitas pelo seu homólogo russo, classificando-as como “puro espetáculo de propaganda”, e afirmou que as operações de 22 de maio “se dirigiram exclusivamente contra a máquina de guerra russa”.
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