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Enviados pressionam Irmandade do Egito a "engolir a realidade"-porta-voz

Internacional|Do R7

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CAIRO, 5 Ago (Reuters) - Enviados internacionais que tentam pôr fim à crise política do Egito estão insistindo para que a Irmandade Muçulmana "engula a realidade" de que o tempo de Mohamed Mursi como presidente acabou, mas o grupo se recusa, disse o porta-voz da Irmandade nesta segunda-feira.

Gehad El-Haddad também confirmou que os enviados visitaram o vice-líder detido da Irmandade, Khairat El-Shater, na prisão nas primeiras horas da segunda-feira, mas que ele abreviou a visita dizendo que eles deveriam estar conversando com Mursi.


Falando sobre as conversas com os enviados nos últimos dias, Haddad disse que a Irmandade estava sendo pressionada para "aceitar que o golpe militar tinha acontecido e tentar se recuperar com danos mínimos".

Ele se referia à retirada em 3 de julho de Mursi pelos militares, depois de grandes protestos contra seu governo.


"Nós nos recusamos a fazê-lo", disse Haddad, acrescentando que não havia acordo sobre como iniciar as conversas.

Os diplomatas de Estados Unidos, União Europeia, Emirados Árabes Unidos e Catar estão no Cairo em uma tentativa de mediar o fim da crise iniciada com a derrubada de Mursi.

A agência estatal de notícias Mena disse anteriormente que os diplomatas, inclusive o vice-secretário de Estado dos EUA, William Burns, e o enviado da União Europeia Bernardino Leon, se reuniram com Shater depois da meia-noite na prisão Tora ao sul do Cairo.

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