Equador manterá asilo a Assange e reitera reivindicação de salvo-conduto
Internacional|Do R7
Quito, 10 jun (EFE).- O governo do Equador ratificou nesta segunda-feira que manterá o asilo concedido a Julian Assange, que está há quase um ano sem sair da embaixada equatoriana em Londres, e pediu que governo britânico o deixasse, pelo menos, tomar sol. O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse à Agência Efe que na próxima segunda-feira se reunirá em Londres com seu colega britânico, William Hague, para tratar do caso. Patiño afirmou que na reunião, Hague "vai conhecer nossa absoluta decisão de manter a proteção e o asilo ao senhor Assange", baseada em fundamentos jurídicos e na legislação internacional sobre direitos humanos. Assange se refugiou na embaixada equatoriana no dia 19 de junho de 2012, depois que a Corte Suprema do Reino Unido autorizou sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. O Equador reivindicou um salvo-conduto em favor de Assange, mas a polícia britânica tem ordens para detê-lo assim que pisar fora do edifício diplomático. Patiño disse que entregará a Hague um documento no qual demonstra, "com uma excelente fundamentação jurídica, que o Reino Unido não só pode, mas deve conceder o salvo-conduto" a Assange, para cumprir com o direito internacional. O chanceler mencionou que as leis europeias dão respaldo para a posição equatoriana, sobretudo a que determina que nenhuma pessoa deverá ser entregue para outro país, caso possa ser condenada à pena de morte. Assange considera que, se for extraditado para a Suécia, pode ser levado posteriormente aos Estados Unidos, onde poderia ser condenado por ter divulgado informações confidenciais desse país. "Acreditamos que ele tem o direito de tomar sol", mas também, "se for necessário, em algum momento, em uma emergência, que ele tenha que deixar a embaixada por motivos de saúde", sem que perca sua condição de asilo, afirmou Patiño. O chanceler afirmou que também não é necessário "um cordão policial tão grande" como o montado pela polícia britânica em torno da embaixada, e acrescentou que seu país não vai se utilizar de "nenhuma via clandestina" para que Assange possa deixar o lugar. Patiño esclareceu que sua visita a Londres e seu encontro com Assange não tem como motivo "celebrar" o aniversário da estadia do ativista na embaixada. "Não se deve celebrar nada", disse o chanceler equatoriano. EFE fa/rpr (foto)











