Equador se aproxima da China apesar do alinhamento com Trump
Em Pequim, Xi Jinping e Daniel Noboa concordaram com cooperação em energia e preparação para o El Niño
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
O vácuo de poder deixado pelos Estados Unidos na América Latina é preenchido por investimentos chineses, aponta o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin em entrevista ao Conexão Record News. Ele destaca uma máxima das relações internacionais: “países não têm amigos, países têm interesses”. Foi nesse contexto que se deram as conversas entre o presidente da China, Xi Jinping, e o líder do Equador, Daniel Noboa.
Durante o encontro nesta terça (18), em Pequim, o chinês disse que os países da América Latina deveriam demonstrar “autonomia” e “realizar a cooperação externa com base em seus próprios interesses nacionais”. Segundo Xi, a China defende sistematicamente que não se deve enfraquecer o status da região como uma zona de paz, nem interromper o caminho de desenvolvimento e revitalização dos países.
Noboa, no entanto, é um grande aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Brustolin, a visita ao presidente da China é fruto de um pragmatismo, dado o interesse de Quito em estreitar as relações comerciais com Pequim. Ainda no encontro, os líderes concordaram em impulsionar a cooperação em energia fotovoltaica e na preparação para os possíveis efeitos do El Niño.
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