Equipe de campanha de Maduro acusa oposição de tentativa de golpe
Internacional|Do R7
A equipe de campanha do governista Nicolás Maduro acusou esta segunda-feira o líder opositor Henrique Capriles de querer dar um golpe de Estado ao convocar uma mobilização popular para exigir a recontagem de votos das eleições presidenciais de domingo, as quais perdeu por uma apertada margem.
"O que está por trás de suas palavras de hoje, senhor Capriles, é a convocação de um golpe contra o Estado, as instituições, a democracia deste país", denunciou o chefe de campanha da situação, Jorge Rodríguez, ao canal oficial VTV.
"O povo da Venezuela não vai permitir novos chamados à violência nem a convocação de golpes de Estado", acrescentou Rodríguez, reivindicando que as eleições tiveram um "vencedor claro", referindo-se a Maduro.
Afilhado político do falecido Hugo Chávez, Maduro elegeu-se presidente com 50,66% dos votos contra 49,07% de Capriles - uma diferença de 235.000 votos - segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que considerou a tendência irreversível.
Capriles não reconheceu os resultados e pediu a recontagem de todos os votos, além de pedir ao CNE que não proclame Maduro presidente eleito nesta segunda-feira.
Ele também convocou seus simpatizantes a se mobilizarem à noite com um "panelaço" e a se manifestar na terça e na quarta-feira.
Rodríguez afirmou existirem "mecanismos legais" para denunciar os resultados e lembrou que Maduro aceitou este domingo uma auditoria de 100% dos votos emitidos.
"Ratificamos que estamos de acordo, falta só auditar 45% das urnas restantes" com os votos, disse o chefe de campanha de Maduro, mostrando-se convencido de que a auditoria demonstrará que a contagem foi correta.
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