Erdogan esgotará opções para formar governo antes de repetir eleições
Internacional|Do R7
Istambul, 14 jun (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu encarregar tanto o governo como o partido mais votado, o islamita AKP, e a oposição, ou convocar novas eleições se ambos fracassarem, informou neste domingo a emissora "NTV". "Como manda minha ética política, passarei a incumbência de formar o governo ao dirigente do partido que recebeu mais votos", declarou Erdogan, em referência ao AKP, fundado por ele em 2001, e que obteve 40,8% dos votos nas eleições gerais de domingo passado. "Se não conseguir formar o governo, passarei a incumbência, novamente de acordo com minha ética política, ao dirigente do segundo partido mais votado", continuou. O segundo partido, o social-democrata CHP, teve 25% dos votos e precisaria formar um tripartite com outros dois - o nacionalista MHP e o esquerdista e pró-curdo HDP - ou pelo menos garantir o voto a favor de ambos para formar um governo. Se nenhum dos dois conseguir formar uma coalizão de governo, é impossível evitar uma nova volta às urnas como determina a Constituição, acrescentou o presidente, porque "é impensável deixar o país sem governo". "Mas não chamaria de 'eleições antecipadas' mas 'eleições repetidas'", esclareceu, rebatendo as várias especulações sobre a probabilidade de haver eleições antecipadas mesmo se houver formação de governo. O primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu, dirigente do AKP, tinha antecipado na quinta-feira que não descartava pactuar tanto com o CHP como com o MHP, mas que nenhuma destas coalizões seria suficientemente estável como para cumprir a legislatura, por isso seria preciso estar "preparado para eleições antecipadas". As declarações de Erdogan, realizadas no avião no qual retornou da inauguração dos Jogos Europeus em Baku, dissipam o temor de que o presidente forçaria uma nova eleição antes de permitir um executivo do CHP. Embora o presidente tenha a obrigação de convocar novas eleições depois de 45 dias de negociações infrutíferas, fazê-lo sem dar antes oportunidade à oposição de formar um governo seria considerado "uma espécie de golpe de Estado", explicou à Agência Efe o analista turco Rasit Kaya. O novo parlamento se reunirá nos últimos dias de junho para escolher o presidente da câmara, e espera-se que a partir de 1º de julho Erdogan poderá encarregar Davutoglu da formação do governo. EFE iut/rgr/é











