Escalada na guerra no Irã se dá pelo poder descentralizado do país, avalia especialista
Conflito no Oriente Médio registra maior onda de ataques a navios desde o começo do confronto; confira
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos e Irã realizaram a maior onda de ataques à navegação desde o começo da guerra no Oriente Médio. Segundo informações, o governo irainiano atingiu 10 navios perto do estreito de Ormuz após Washington afundar cinco petroleiros de Teerã.
A ofensiva fez com que o preço do petróleo disparasse: o barril do produto bruto ultrapassou os US$ 100 pela primeira vez desde julho.
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De acordo com o Irã, também foram disparados mísseis balísticos contra uma base das forças norte-americanas na Jordânia, além de ter capturado um submarino autônomo dos Estados Unidos, que poderá ser usado para vigilância e mapeamento.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin explicou que o Irã está com comando descentralizado justamente para o caso de os Estados Unidos atacarem as comunicações do país. Segundo o especialista, essas ordens de descentralização fizeram com que a Guarda Revolucionária tomasse decisões questionáveis, como atacar três petroleiros em junho.
“Os Estados Unidos vinham escoltando embarcações do estreito de Ormuz e o Irã passou a atacar os navios de guerra dos Estados Unidos que faziam as escoltas. Em resposta, os Estados Unidos passaram a atacar petroleiros do Irã. Então esse é o cenário que nós temos agora”, enfatizou.
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