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Espanha: enfermeira é condenada a 20 anos de prisão por matar idosa

Caso da mulher havia sido submetido a júri popular, que a considerou culpada por ter injetado gás nas veias de senhora e causado a morte da mesma

Internacional|Da EFE

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Enfermeira foi condenada pelo assassinato de uma mulher de 86 anos
Enfermeira foi condenada pelo assassinato de uma mulher de 86 anos

Um tribunal da Espanha condenou nesta sexta-feira (5) a 20 anos de prisão uma auxiliar de enfermagem do hospital de Alcalá de Hernares, na província e comunidade autônoma de Madri, pelo assassinato de uma mulher de 86 anos em 2017.

O caso da mulher foi submetido a júri popular, que a considerou culpada por ter injetado gás nas veias da idosa e causado a morte da mesma.


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A sentença proferida pela Audiência Provincial de Madri, e que foi divulgada nesta sexta-feira (5), exclui totalmente a possibilidade de que o fato tenha se tratado de um acidente devido à alta quantidade de gás detectada no corpo da vítima.

O tribunal também considerou provado que a condenada se aproveitou da falta de defesa "praticamente absoluta" da vítima devido à sua idade, seu estado de saúde e sua incapacidade visual.


Pelo dano moral causado, a condenada deverá pagar 40 mil euros de indenização a um irmão da vítima, que cuidava dela e com quem mantinha uma estreita relação, além de 3 mil euros a outro irmão, com quem quase não se relacionava.

O tribunal declarou também a responsabilidade civil direta da entidade seguradora Societé Hospitaliere Assurances Mutuelles da Espanha, embora a apólice assinada excluísse a cobertura de atos dolosos, e a responsabilidade civil subsidiária do Serviço Madrilenho de Saúde, responsável pela saúde pública regional.


A mesma enfermeira já tinha sido acusada anteriormente, quando em 2015 uma paciente foi vítima de uma "morte de natureza homicida", dada a quantidade de ar encontrada em seu sistema circulatório. No entanto, nessa ocasião, o júri considerou que faltava provas para condená-la.

Além disso, o júri também disse que faltavam provas para provar que em 2013 a mesma enfermeira tentou matar outro paciente que sofreu uma embolia gasosa e sobreviveu.

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