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Especialista reforça que tempestades atípicas levaram à tragédia do Voo Air France 447

‘Infelizmente, a aviação evolui por meio de acidentes como esse’, lamenta professor sobre queda de aeronave

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Airbus e Air France foram condenadas a pagar multas após serem consideradas culpadas por homicídio culposo no acidente do Voo Air France 447.
  • O acidente ocorreu em 1º de junho de 2009, com a queda do Airbus A330 no Oceano Atlântico, resultando na morte de 228 pessoas.
  • Investigações apontaram que tempestades atípicas congelaram sensores da aeronave, deixando os pilotos sem referência visual.
  • Especialistas destacam que a aviação evolui com lições aprendidas de acidentes, como a necessidade de aquecedores em sondas para evitar novos desastres.

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As companhias aéreas Airbus e Air France foram condenadas a pagar uma multa de 225 mil euros cada — um valor equivalente a mais de R$ 1 milhão — após serem consideradas responsáveis por homicídio culposo pelo acidente aéreo do Voo Air France 447, concluindo uma batalha jurídica que perdurou por 17 anos.

A tragédia ocorreu em 1º de junho de 2009, quando uma aeronave de modelo Airbus A330 caiu no Oceano Atlântico. Ao todo, 228 pessoas morreram. Em nota à decisão da justiça, a Airbus disse que reconhece a sentença e a condenação, mas que decidiu apresentar um recurso ao Tribunal de Cassação para permitir uma revisão judicial.


A caixa-preta da aeronave de modelo Airbus A330-203 envolvida no desastre do Voo Air France 447.
Aeronave ficou submersa, o que dificultou as investigações relacionadas ao caso Reprodução / Record News

Em entrevista ao Alerta Brasil desta quinta-feira (21), o professor James Waterhouse, do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP, destacou que o processo de investigação do acidente foi complexo, devido ao fato de todas as principais evidências terem ficado debaixo d’água.

O especialista aponta que uma série de fatores contribuintes levou ao acidente, dentre eles as tempestades atípicas ocorridas no dia, que congelaram os sensores da aeronave e deixaram os pilotos sem referência visual. “Infelizmente, a aviação evolui por meio de acidentes como esse. Hoje sabe-se que as sondas têm que ter aquecedores [...]. Acredito que novos acidentes com esse perfil não irão ocorrer em função do aprendizado deste.”


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Waterhouse destaca que o modelo Airbus A330 possui excelentes índices de segurança e que talvez o desastre pudesse ter sido evitado caso os condutores estivessem mais preparados para as condições climáticas. Ainda assim, admite: “Se você for fazer um programa de treinamento específico para tudo, você nunca vai conseguir ter um ser humano que consiga ser treinado”.

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