‘Estamos vendo uma Ucrânia cada vez mais forte’ na guerra contra a Rússia, diz especialista
Instalações militares e petrolíferas russas têm sido alvo de ataques com drones de médio alcance
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Comandantes ucranianos e analistas militares afirmaram que Kiev tem interrompido os avanços da Rússia no campo de batalha e aberto caminho para ataques de longo alcance. Instalações militares e petrolíferas russas têm sido alvo dos ataques com drones.
Segundo autoridades da Ucrânia, nos últimos meses, mais recursos foram destinados a ofensivas intermediárias, o que permitiu que o país atacasse radares russos, defesas aéreas de curto e médio alcance, infraestrutura de comunicações, logística e grandes veículos militares em profundidade operacional.

Apesar de a ofensiva ucraniana, isoladamente, não ter poder de reverter a situação contra a Rússia, ela pode representar uma mudança na dinâmica da guerra. “Nós estamos vendo uma Ucrânia cada vez mais forte. E, para um país que ataca, que é o caso da Rússia, e os seus soldados precisam se deslocar para ganhar terreno, a guerra com drones é especialmente mortal”, afirma o professor de Relações Internacionais Vitelio Brustolin, em entrevista ao Conexão Record News.
Segundo Brustolin, nos últimos cinco meses, a Rússia tem perdido mais soldados na guerra do que consegue mover por mês, o que tem colocado o presidente do país em uma situação delicada. “Os soldados, quando se movem [na Ucrânia], são detectados e são mortos à distância. Então, há um revés grande para o Putin neste momento. A desaprovação dele está aumentando. Ele está com cerca de 60% de aprovação, não tem saído em lugares públicos.”
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Segundo dados da Mediazona — uma mídia russa que foi expulsa do país —, a Rússia perdeu 352 mil soldados no conflito, números que são confirmados em obituários. “Na guerra, o número de feridos é multiplicado por quatro, então as baixas, que são a soma dos mortos e feridos, passam de 1,4 milhão de soldados para a Rússia. Os números para a Ucrânia de mortos e feridos são cerca de 560 mil, são bem menores.”
“É claro que a Ucrânia também tem perdido muitas vidas e tem sido atacada, mas essa tecnologia disruptiva e o apoio que a Ucrânia vem recebendo agora — ela acabou de receber 90 bilhões de euros da Europa —, tudo isso pressiona bastante o Putin, que agora começa a chamar o Zelensky de senhor Zelensky", finaliza.
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