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'Eu renunciaria, se pudesse', diz líder de Hong Kong em áudio vazado

Essas declarações demonstram que é a China quem está conduzindo a resposta aos protestos massivos dos últimos meses na península

Internacional|Beatriz Sanz, do R7

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Carrie Lam se emocionou em reunião com empresários
Carrie Lam se emocionou em reunião com empresários

Em um áudio vazado, a governante de Hong Kong, Carrie Lam, diz que se ela tivesse uma "escolha", ela renunciaria, sugerindo que ela está sendo impedida pelas autoridades de Pequim.

O áudio foi divulgado pela agência Reuters. Nele, a executiva-chefe de Hong Kong admite a empresários que ela pode responder às manifestações de forma "muito, muito limitada".


A reunião a portas fechadas com empresários aconteceu na semana passada.

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"Para um executivo-chefe ter causado esse grande estrago em Hong Kong é imperdoável. Se eu tiver escolha, a primeira coisa que eu faria é renunciar, depois de me desculpar profundamente", disse Lam, com a voz embargada pela emoção. "Então, eu imploro que me perdoem".


Essas declarações demonstram que é a China quem está conduzindo a resposta aos protestos massivos dos últimos meses na península.

Os confrontos continuaram no fim de semana e aumentaram de intensidade. Os policiais perseguiram manifestantes no metrô, agredindo pessoas que não conseguiam se defender. Por outro lado, os manifestantes iniciaram barricadas com fogo pela cidade.


Em seu áudio, a governante afirmou que não é fácil a vida de "quem serve a dois senhores". Segundo ela, os senhores seriam o governo chinês e o povo de Hong Kong.

As aulas estavam previstas para começar nesta segunda-feira, mas os estudantes convocaram greve tanto nas universidades quanto na escolas de ensino fundamental.

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