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EUA: 46 crianças menores de 5 anos seguem separadas das famílias

As justificativas do governo foram as mais diversas. O Departamento de Justiça alegou que se preocupa com a segurança de 22 crianças

Internacional|Beatriz Sanz, do R7

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57 crianças já estão com os pais
57 crianças já estão com os pais

Após a ordem emitida pelo juiz federal Dana Sabraw, o governo dos Estados Unidos diz ainda manter 46 crianças sob a custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos porque foram consideradas "inaptas" a serem devolvidas para suas famílias. Segundo os advogados do governo norte-americano, o governo conseguiu reunir apenas 57 crianças com menos de 5 anos.

O mandato judicial exigia a reunião de todas as crianças nessa faixa etária até a última terça-feira (10). Mais cedo, o juiz havia dado prazo até as 15h desta quinta-feira (12) no horário de San Diego (19h no horário de Brasília) para que o governo provasse que devolveu as crianças às famílias.

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Justificativas do governo

As justificativas apresentadas pelo governo para não reunir as 46 crianças com seus familiares foram as mais diversas.

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O Departamento de Justiça alegou que possui preocupação com a segurança de 22 crianças. Ao menos 11 pais têm antecedentes criminais com delitos como crueldade infantil, tráfico humano ou assassinato.

Sete outros possíveis pais que reclamavam a guarda não tinha nenhuma relação com essas crianças e um tinha uma certidão de nascimento falsa.

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Outro pai afirmou ao governo que aguardaria o resultado do processo de abrigo na casa de um acusado de abuso infantil. Assim, a tutela também lhe foi negada.

Em pelo menos outros 24 casos, os pais já haviam sido deportados ou estavam na cadeia por outros motivos além da imigração ilegal.

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Governo disse que não cumpriria prazo

Durante a audiência de prestação de contas sobre a reunião familiar realizada na terça-feira, o governo disse que não conseguiria cumprir o prazo. O juiz disse que não iria abrir, pois os prazos eram firmes e não "metas ambiciosas". Ainda assim, ele pediu explicações detalhadas no caso das crianças que não puderam voltar para suas famílias.

O governo tem agora um prazo apertado de duas semanas para reunir todas as crianças com seus pais, independente da idade, seguindo a ordem judicial.

A ACLU, organização que processou o governo dos EUA em nome dos imigrantes, ficou encarregada de acompanhar o processo de reunião.

Os advogados da associação aconselharam o governo a abandonar a metodologia demorada que envolve exames de DNA, observação dos antecedentes criminais e visitas domiciliares de assistentes sociais no local onde os imigrantes estão vivendo.

Mas o governo não cedeu. A devolução só vai acontecer para os pais que tenham qualquer vínculo familiar, desde que o pai ou responsável não tenha antecedentes criminais.

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