EUA denunciam uso 'seletivo' do Judiciário e abusos a opositores na Venezuela
Internacional|Do R7
Washington, 25 jun (EFE).- O governo da Venezuela continua fazendo uso do Judiciário "de maneira seletiva" para intimidar e encarcerar opositores, denunciou nesta quinta-feira o Departamento de Estado americano, ao ressaltar também que "a corrupção e a impunidade" são "preocupações sérias" dentro das forças de segurança. Em seu relatório anual sobre direitos humanos no mundo todo, correspondente a 2014, os Estados Unidos ressaltaram ainda "os abusos" por parte das forças de segurança da Venezuela durante os protestos do ano passado entre fevereiro e maio com "detenções arbitrárias, tortura e encarceramento dos manifestantes". Além disso, o documento denunciou que o governo de Nicolás Maduro "deteve e encarcerou várias figuras da oposição, bloqueou meios de comunicação, e intimidou jornalistas por meio do uso de ameaças, multas, apropriação de propriedades, regulações feitas sob medida e investigações criminais". Entre os opositores detidos, o Departamento de Estado citou Leopoldo López, Enzo Scarano, e Daniel Ceballos; e afirmou que "seus julgamentos foram regularmente atrasados". O relatório reiterou que a corrupção e a impunidade são "preocupações sérias" no seio das forças de segurança da Venezuela, e apontou que "às vezes foram tomadas medidas para castigar funcionários de baixa categoria pelos abusos, mas poucas investigações foram adotadas contra altos cargos governamentais". Além disso, as ações do governo "impediram o desfrute da liberdade de expressão e restringiram as liberdades de imprensa" na Venezuela, segundo o relatório. Por isso, os EUA aplaudiram "a contínua força e coragem mostrada pelos ativistas apesar das crescentes restrições, assédio e encarceramentos em sua pacífica busca por dignidade e liberdade". EFE afs/rsd










