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EUA desclassificam documentos encontrados em esconderijo de Bin Laden

Material contém 103 documentos, a maioria cartas familiares e para outros líderes da Al Qaeda

Internacional|Do R7

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Osama bin Laden, se escondia quando foi morto pelas forças especiais americanas em 2011
Osama bin Laden, se escondia quando foi morto pelas forças especiais americanas em 2011

O governo dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (20) centenas de documentos, alguns secretos até agora, que foram encontrados no complexo paquistanês em que o então líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, se escondia quando foi morto pelas forças especiais americanas em 2011.

O Escritório do Diretor Nacional de Inteligência (ODNI) explicou em comunicado que a publicação deste material responde ao pedido do presidente dos EUA, Barack Obama, de "aumentar a transparência" sobre questões relacionadas à segurança nacional.


O material agora desclassificado contém 103 documentos, a maioria cartas familiares e outras trocadas por Bin Laden com outroslíderes da Al Qaeda.

Além disso, no complexo da cidade paquistanesa de Abbottabad, onde o líder terrorista se escondia, também foram encontrados arquivos digitais em inglês, entre eles vários textos do filósofo e lingüista Noam Chomsky, e documentos do governo americano, além de guias de videogames.


A desclassificação de todo este material foi feita apenas alguns dias depois de ser publicada uma reportagem do jornalista Seymour Hersh, que afirma que Obama mentiu sobre a morte de Bin Laden. Segundo Obama, a operação das forças especiais dos Navy Seal de 1º de maio de 2011 contra o complexo onde Bin Laden se escondia foi realizado unilateralmente e em segredo.

Já Hersh sustentou em sua investigação, baseada em revelações de um alto oficial da inteligência americana que já está na reserva, que a inteligência paquistanesa (ISI) tinha capturado Bin Laden e o escondia em Abbottabad com a intenção de entregá-lo quando o ponto essencial quid pro quo" fosse mais conveniente para Islamabad.


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De acordo com seu relato, tachado de "falso" pela Casa Branca, o governo americano soube da presença de Bin Laden a partir da revelação de um membro do ISI que buscava a recompensa de US$ 25 milhões oferecida por Washington pelo líder terrorista. O presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, o republicano Devin Nunes, destacou em comunicado que esta desclasificação de material sobre a operação contra Bin Laden é "um passo na direção correta".

Enquanto isso, a ODNI indicou que revisará "centenas de documentos" adicionais para sua possível desclassificação e divulgação. "Todos aqueles documentos cuja publicação não prejudicarão as operações em desenvolvimento contra a Al Qaeda serão divulgados", antecipou a ODNI. 

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