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EUA dizem a Israel que um acordo ruim com o Irã é pior do que nenhum

Casa Branca considera que não é realista impedir a produção nuclear do Irã

Internacional|Do R7

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Em momentos de tensão histórica, Susan definiu aliança entre EUA e Israel como inegociável
Em momentos de tensão histórica, Susan definiu aliança entre EUA e Israel como inegociável

A principal assessora de segurança nacional da Casa Branca, Susan Rice, disse nesta segunda-feira (2) que um acordo ruim com o Irã é pior do que nenhum, no Aipac (Comitê de Relações Públicas Americano-Israelense), o maior grupo de pressão judeu dos Estados Unidos. Ele faz menção ao tema um dia antes do polêmico discurso no Congresso americano do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

— Declarações polêmicas (sound bites) não impedirão que o Irã consiga uma bomba nuclear. Isso só será conseguido com diplomacia forte e pressão. Por mais desejável que seja a ideia, não é realista, nem alcançável impedir a produção nuclear do Irã indefinidamente.


Susan foi a única representante do governo americano na conferência junto com a embaixadora na ONU, Samantha Power, em um contexto de tensão diplomática entre Estados Unidos e Israel, aliados históricos.

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A assessora do presidente Obama, que hoje defendeu a aliança entre os povos de EUA e Israel como inegociável, garantiu na semana passada que a atitude de Netanyahu é destrutiva para os fundamentos das relações entre os dois países.


O governo dos EUA considera um desrespeito protocolar que Netanyahu tenha aceitado discursar sobre o Irã no Congresso, a convite do líder republicano da Câmara dos Representantes, John Boehner, sem consultar a Casa Branca.

O primeiro-ministro israelense explicará nesta terça-feira (3) no Capitólio americano, com a ausência de vários legisladores democratas, por que, em sua opinião, um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear seria um risco para a própria existência de Israel e para a segurança dos Estados Unidos.Segundo Netanyahu o Irã representa uma ameaça para as nações.


— O Irã ameaça destruir Israel, está devorando um país atrás do outro no Oriente Médio, exporta o terrorismo e está desenvolvendo, enquanto nós falamos aqui, a tecnologia para construir armas nucleares, muitas delas.Os dias em que o povo judeu permaneceu passivo frente a ameaças de aniquilação terminaram.

Netanyahu se opõe a um acordo para que o Irã possa manter certa capacidade de enriquecimento de urânio, com fins pacíficos, em troca de um regime de inspeções.

O Congresso dos EUA elaborou um novo pacote de sanções contra o Irã com o apoio de legisladores democratas e republicanos à espera de avaliar os avanços no diálogo de Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha.

Essas potências e o Irã realizam, a partir de hoje, uma nova rodada de conversas na Suíça com o objetivo de se chegar a um acordo definitivo no final do mês. 

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