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EUA dizem que Rússia ainda pode frear sua influência "negativa" na Ucrânia

Internacional|Do R7

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Viena, 30 abr (EFE).- Os Estados Unidos acusaram nesta quarta-feira a Rússia de não ter feito nada para iniciar os acordos de Genebra do último dia 17 para diminuir a tensão na Ucrânia, mas insistiu que ainda está a tempo de parar sua influência "negativa" no país. "A Rússia ainda tem a oportunidade de tomar as decisões certas e de começar a usar sua influência para diminuir a tensão, em vez de para aumentá-la", declarou à imprensa o embaixador dos EUA perante a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), Daniel Baer. Baer afirmou que, apesar de nem todos os episódios violentos no leste da Ucrânia poderem ser ligados à influência russa, está claro que "o que está acontecendo não aconteceria sem o envolvimento da Rússia". Por isso, considerou que ainda é possível para a Rússia "deixar de usar sua influência de forma negativa". O diplomata americano, que participou em reunião extraordinária da OSCE na qual tratou da crise da Ucrânia, diferenciou os protestos de cidadãos com o que definiu como "grupos paramilitares" pró-Rússia que estão ocupando edifícios públicos em cidades do leste. "Não são parte do movimento popular, são parte de um esforço criminoso coordenado para desestabilizar a Ucrânia", acusou. Nesse sentido, disse que não apenas no leste, mas em todo o país, há cidadãos lesados pelo regime do deposto presidente Viktor Yanukovich, que acusou de ter roubado o povo com a conivência da Rússia. "Os governos não os trataram bem. A oportunidade que têm frente a eles são as eleições de 25 do maio, a oportunidade de passar página, começar uma nova era e começar a trabalhar juntos para construir instituições fortes e um governo que não roube. Esse é o autêntico movimento popular no país", opinou. Em 25 de maio estão convocadas eleições presidenciais antecipadas na Ucrânia, após a destituição em 22 de fevereiro de Yanukovich após três meses de protestos opositores. A passagem de poder em Kiev alienou a população majoritariamente de origem russa da Crimeia, que após um referendo se reincorporou à Rússia em março, e de outras zonas do sudeste da Ucrânia, que exigem uma autonomia maior. EFE as/tr

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