EUA negociam ampliação de acordo de asilo com a Guatemala
A Justiça da Guatemala entrou com uma ação na Corte Constitucional para tentar anulá-lo com o argumento de que ele é prejudicial ao país
Internacional|Da EFE

O secretário interino de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kevin McAleenan, afirmou nesta quinta-feira (1) que o governo de Donald Trump negocia a extensão para outros países da América Central do convênio migratório assinado na semana passada com a Guatemala.
Em breve pronunciamento a jornalistas durante visita à Cidade da Guatemala, o secretário afirmou que Trump está tentando conversar com os demais países da região para ampliar o acordo. Segundo ele, a Casa Branca vê a crise migratória é uma "responsabilidade regional".
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Guatemala e Estados Unidos assinaram na última sexta-feira (26) um convênio que obrigará a maior parte dos migrantes que cruzam o país centro-americano, em especial salvadorenhos e hondurenhos, a pedir asilo lá em vez de tentarem chegar à fronteira americana.
A medida foi parar na Justiça. Várias organizações nacionais e internacionais criticaram o acordo. A Procuradoria de Direitos Humanos da Guatemala entrou com uma ação na Corte Constitucional para tentar anulá-lo com o argumento de que ele é prejudicial ao país.
Os dois governos, porém, seguem defendendo o convênio. O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, tem reiterado que, sem o acordo, Trump pode aplicar impostos sobre o envio de remessas ao país e taxar as exportações para os EUA.
McAleenan também elogiou o acordo hoje, em especial por considerar que ele é uma forma de conter o enorme fluxo de migrantes rumo à fronteira sul dos Estados Unidos, caminhos que, segundo ele, são controlados por organizações criminosas.
"Temos que atuar juntos nesta problemática", frisou o enviado do governo americano.
O secretário interino disse que está conversando com os países da América Central nos últimos meses e que foram obtidos muitos avanços para combater o tráfico de pessoas e de drogas na região.
Perguntado sobre as contrapartidas que a Guatemala receberá por aceitar os migrantes da região, McAleenan afirmou que a Casa Branca colaborará com o fortalecimento das fronteiras do país e poderá firmar novos acordos, como o assinado nesta semana para dar vistos de trabalhos temporários a agricultores guatemaltecos nos EUA.
Já o embaixador dos Estados Unidos na Guatemala, Luis Arreaga, disse que o objetivo da Casa Branca é trabalhar pela segurança e prosperidade do país centro-americano. Para ele, os dois governos têm desafios comuns, que são resolver as crises humanitária e de migração.
"O presidente Trump foi muito claro que a Guatemala deve fazer sua parte", disse ele.













