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EUA pedem para Netanyahu demonstrar com "ações" compromisso com a paz

Internacional|Do R7

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Washington, 23 mar (EFE).- O chefe de gabinete da Casa Branca, Denis McDonough, pediu nesta segunda-feira que o atual primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mostre com ações seu compromisso com o processo de paz com a Palestina, após as "preocupantes" declarações sobre o assunto. "Os comentários do primeiro-ministro na véspera das eleições israelenses, nos quais deixou muito claro que um Estado palestino não será criado enquanto ele estiver no cargo, foram muito preocupantes", disse McDonough em discurso feito perante ao grupo político judeu "J Street", com sede em Washington. "Não podemos simplesmente fingir que ele nunca deu essas declarações ou que não foram colocadas dúvidas sobre o compromisso do primeiro-ministro de conseguir a paz através de negociações diretas", afirmou o chefe de gabinete do presidente Barack Obama. Na véspera das eleições gerais do último dia 17 de março, Netanyahu disse que não apoiava a criação de um Estado palestino. Dois dias mais tarde, após a vitória de seu partido, o Likud, decidiu voltar atrás, defendendo uma solução de dois Estados em uma entrevista à emissora americana "NBC" "Para muitos em Israel e na comunidade internacional, esses comentários contraditórios põem em xeque seu compromisso com a solução de dois Estados, como ele também fez com sua sugestão de que a construção de assentamentos tem um objetivo estratégico de dividir as comunidades palestinas", indicou McDonough. "Esperaremos que o próximo governo israelense acompanhe suas palavras com ações e políticas que demonstrem um compromisso genuíno com essa solução. Seguiremos nos opondo à construção de assentamentos israelenses porque eles diminuem as perspectivas de paz", acrescentou o chefe de gabinete de Obama. Segundo McDonough, Obama continua achando que a paz entre Israel e a Palestina é "possível", apesar de a fracassada última tentativa de acordo ter ocorrido há quase um ano. As negociações duraram nove meses e foram mediadas pelo secretário de Estado, John Kerry. Os EUA afirmam que um acordo de paz tem que basear a divisão entre Israel e a Palestina a partir "das fronteiras de 1967, com intercâmbios de territórios estipulados" entre as partes, garantindo segurança para ambos os Estados, disse o chefe de gabinete. Desde o fracasso das conversas diretas em abril de 2014, o governo americano indicou que está aberto a voltar a se envolver no processo, mas somente se perceber que há uma vontade real dos dois lados envolvidos no conflito. EFE llb/lvl

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